Declaração do IR 2026 deve começar em março; veja como se organizar

Mesmo com nova faixa de isenção, Receita mantém exigências e amplia cruzamento de dados

Por Redação Portal AZ,

Embora o calendário oficial ainda não tenha sido divulgado, a declaração do Imposto de Renda de 2026 deve começar entre março e maio, mantendo o padrão adotado nos últimos anos. Com mudanças importantes nas regras e maior rigor na fiscalização, especialistas recomendam que os contribuintes iniciem desde já a organização dos documentos.

A Receita Federal deve publicar as regras do Imposto de Renda de 2026 entre o fim de fevereiro e o início de março. A expectativa do mercado é que o período de envio das declarações ocorra novamente entre 15 de março e 31 de maio, prazo que vem sendo repetido desde a pandemia.

Entre as novidades deste ano está a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A mudança, no entanto, não elimina automaticamente a obrigação de declarar. Especialistas alertam que a exigência leva em conta o conjunto de rendimentos anuais, o patrimônio e outras operações financeiras realizadas ao longo do ano-calendário.

A Receita disponibiliza duas modalidades de preenchimento: a declaração tradicional, feita manualmente, e a pré-preenchida, que importa automaticamente informações de rendimentos, bens e despesas. Para acessar a versão automática, é necessário possuir conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

Segundo tributaristas, a declaração pré-preenchida é adequada para contribuintes com renda exclusivamente salarial e estrutura patrimonial simples. Já pessoas com rendimentos de aluguel, operações em bolsa, bens no exterior ou sujeitas ao carnê-leão devem avaliar o apoio de um profissional especializado.

A obrigatoriedade de declarar não se limita ao salário mensal. A posse de bens acima do limite estabelecido, o recebimento de rendimentos isentos, ganhos de capital ou movimentações no mercado financeiro também podem gerar a exigência de entrega da declaração, mesmo para quem está dentro da nova faixa de isenção.

Para evitar problemas com o Fisco, a principal recomendação é a organização prévia da documentação. Devem ser separados informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, registros de investimentos, contratos de aluguel e documentos que comprovem alterações patrimoniais ocorridas em 2025.

O próprio sistema da Receita indica, ao final do preenchimento, se o contribuinte tem imposto a pagar ou direito à restituição. O cálculo considera se houve retenção maior ou menor do que o devido ao longo do ano. Em alguns casos, não há saldo nem a pagar nem a receber.

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Declaração do IR 2026 deve começar em março; veja como se organizar

O cruzamento de informações é cada vez mais sofisticado. A Receita utiliza bases como e-Financeira, DMED e dados fornecidos por bancos, clínicas médicas e empregadores para comparar as informações declaradas. Divergências podem levar à retenção da declaração na chamada malha fina.

A omissão de rendimentos segue como o principal motivo de problemas com o Fisco, seguida por despesas médicas sem comprovação e inconsistências entre valores informados pelo contribuinte e pelas fontes pagadoras. Especialistas reforçam que valores devem ser declarados exatamente como constam nos informes oficiais.

Caso a declaração seja retida, o contribuinte pode consultar a pendência pelo portal e-CAC. Erros de preenchimento podem ser corrigidos com uma declaração retificadora. Já quando há questionamento documental, a orientação é reunir os comprovantes e apresentá-los à Receita para análise.

Fonte: SBT News

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