Advogado deixa defesa do dono do Banco Master em meio a debate sobre delação

Saída ocorre após agravamento da situação de Daniel Vorcaro e especulações em Brasília

Por Redação Portal AZ,

O advogado Walfrido Warde deixou a equipe de defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio ao avanço das investigações que envolvem o banco e a possibilidade de uma colaboração premiada, hipótese rejeitada pelo criminalista.

Foto: Ana Paula/ValorDaniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (21) e comunicada a interlocutores próximos ao caso. Segundo apuração, a saída ocorre em um momento de deterioração do cenário jurídico de Vorcaro, alvo recente de nova operação da Polícia Federal, e de avaliações nos bastidores de que ele poderia considerar um acordo de delação premiada.

Warde, que é contrário a esse tipo de estratégia, optou por se afastar da defesa antes de qualquer definição formal. Procurado, o advogado afirmou que não comentaria o assunto.

Na semana passada, após ser novamente citado nas investigações, Vorcaro declarou ter “interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”. O caso, no entanto, ganhou dimensão nacional e passou a gerar apreensão em Brasília diante do potencial alcance de uma eventual colaboração.

O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial por determinação do Banco Central em novembro, após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em operações estimadas em R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o episódio pode configurar a maior fraude bancária da história recente do país.

A atuação do Banco Central passou a ser questionada no Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou a realização de inspeção sobre os documentos que embasaram a liquidação. Paralelamente, a Polícia Federal investiga uma ofensiva digital contra a autoridade monetária, incluindo pagamentos milionários a influenciadores com o objetivo de desacreditar a decisão.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal no fim do ano passado, por decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou sigilo integral sobre o processo. Entre as primeiras medidas adotadas esteve a realização de uma acareação no tribunal.

Fonte: Com informações do G1

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