Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas recua 0,91% nos últimos 12 meses

IGP-M volta ao campo positivo no mês, mas mantém queda acumulada no ano e no ano passado

Por Dominic Ferreira,

A chamada inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), iniciou 2026 com alta de 0,41% em janeiro, revertendo a leve queda de 0,01% registrada em dezembro de 2025. O indicador, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e tradicionalmente utilizado como referência em reajustes de contratos imobiliários, voltou ao território positivo no início do ano, refletindo variações de preços que influenciam diretamente os valores de locação e outros contratos. 

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasilok

Apesar do aumento mensal, o acumulado em 12 meses mostra recuo de 0,91%, indicando que a inflação de aluguel, no longo prazo, permanece em trajetória de queda. Em janeiro de 2025, o IGP-M havia registrado alta de 6,75% no acumulado anual, o que evidencia a desaceleração observada ao longo do último ano.

O IGP-M é composto por três subíndices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que respondeu pela maior parte da alta em janeiro, influenciado por custos de matérias-primas industriais e agrícola; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que também subiu e reflete variações no custo de vida das famílias; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que mede a evolução dos custos de obras e mão de obra no setor de construção.

Especialistas apontam que a variação mensal positiva não necessariamente se traduz em reajustes automáticos nos contratos de aluguel, visto que muitas cláusulas contratuais preveem reajustes apenas quando o IGP-M acumulado está acima de zero. Ainda assim, a combinação de alta no começo do ano com queda no acumulado anual sinaliza uma dinâmica econômica mais moderada, com pressões de preços dispersas nos diferentes segmentos da economia. 

Fonte: Agência Brasil

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