UE libera novamente aves e mel do Brasil, mas mantém boi suspenso
Bloco considera satisfatórios controles sanitários brasileiros após auditoria realizada no país
A União Europeia aprovou a retomada das importações de carne de aves e mel brasileiros após técnicos do bloco concluírem que os controles sanitários adotados no país atendem aos requisitos europeus. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (4) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. A carne bovina, porém, continua fora da lista de produtos autorizados.
A liberação ocorre após uma comitiva de técnicos europeus realizar avaliações no Brasil. Segundo o governo brasileiro, os protocolos adotados na produção de aves e mel foram considerados compatíveis com os padrões exigidos pela União Europeia.
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Em publicação nas redes sociais, André de Paula afirmou que os controles sanitários brasileiros foram considerados satisfatórios. Segundo o ministro, ainda há etapas burocráticas antes da efetiva retomada dos embarques, mas o país deverá voltar em breve à relação de fornecedores autorizados.
A suspensão das importações de produtos de origem animal havia sido anunciada na quinta-feira (3). A medida está relacionada às regras europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
As normas começaram a ser implementadas pela União Europeia em 2018 e passaram a valer para produtores do bloco em 2022. Desde então, as exigências também são aplicadas a produtos de origem animal importados de países terceiros.
Carne bovina continua impedida
Apesar da decisão favorável para aves e mel, a restrição à carne bovina brasileira permanece. O produto não foi incluído na autorização anunciada nesta sexta-feira.
O Ministério da Agricultura e Pecuária havia reagido à suspensão com críticas e afirmou que poderia adotar medidas de reciprocidade caso as negociações com os europeus não levassem a uma solução considerada satisfatória.
A pasta também defendeu que as discussões sejam conduzidas com base em critérios científicos e sem interferência de interesses protecionistas.
Do lado europeu, a Comissão Europeia classificou as medidas adotadas como “proporcionais e não discriminatórias”. O porta-voz para o Comércio do bloco, Olof Gill, afirmou que países de fora da União Europeia foram informados sobre as mudanças ao longo dos últimos oito anos e participaram de sessões de esclarecimento sobre as novas exigências.
A decisão desta sexta-feira reduz parte das restrições impostas aos produtos brasileiros, mas mantém aberta a negociação sobre a carne bovina, que continua sem autorização para entrada no mercado europeu.
Fonte: SBT News