Estudo alerta para risco dos ultraprocessados na saúde

Pesquisa revela impacto dos ultraprocessados no coração

Por Direto da Redação,

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, embutidos e refeições prontas, está associado a um aumento significativo no risco de doenças cardiovasculares, aponta um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia. Publicada no European Heart Journal, a pesquisa destaca que esses produtos, ricos em sódio, açúcares e gorduras saturadas, podem elevar em até 19% o risco de problemas cardíacos, além de aumentar a mortalidade por causas cardiovasculares em 65%.

Os resultados também mostram que os ultraprocessados estão substituindo dietas tradicionais em diversos países europeus, com destaque para a Holanda e o Reino Unido, onde representam 61% e 54% das calorias consumidas, respectivamente. Mesmo em nações conhecidas pela dieta mediterrânea, como Itália, Portugal e Espanha, os índices chamam atenção.

No Brasil, a situação é preocupante. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) publicado na Lancet em 2025 indica que a participação desses alimentos na dieta nacional cresceu de 10% para 23% desde os anos 1980.

Ultraprocessados são fabricados a partir de ingredientes refinados e aditivos químicos, passando por diversas etapas de processamento. A praticidade desses alimentos esconde riscos, pois o consumo constante pode afetar o coração silenciosamente ao longo dos anos. Especialistas ressaltam que não se trata apenas de excessos ocasionais, mas da incorporação desses produtos na dieta diária.

Para combater esse cenário, os pesquisadores defendem a implementação de políticas públicas que promovam rotulagem clara e campanhas educativas sobre os riscos dos ultraprocessados, além de uma revisão nas recomendações alimentares. Segundo a professora Luigina Guasti, da Universidade de Insubria, os médicos devem reconhecer esses alimentos como um fator de risco e orientar a redução de seu consumo.

Fonte: Divulgação

Comente

Pequisar