Autoexclusão de bets já bloqueou acesso de mais de 570 mil brasileiros

Saúde mental lidera pedidos de bloqueio em plataforma federal contra apostas

Por Dominic Ferreira,

Mais de 574 mil brasileiros já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para bloquear o próprio acesso a sites de apostas esportivas autorizados no país. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde e mostram que a principal motivação para o bloqueio está relacionada à saúde mental e à perda de controle sobre os jogos. O sistema, criado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, entrou em funcionamento em dezembro de 2025.

Foto: Joédson AlvesBets

Segundo o levantamento, 41% dos usuários afirmaram ter solicitado a autoexclusão devido a problemas ligados ao comportamento compulsivo ou impactos emocionais causados pelas apostas. Outros 18% apontaram preocupação com vazamento de dados pessoais e 12% relataram dificuldades financeiras decorrentes do hábito de jogar. Ainda conforme o governo, 69% das pessoas optaram por bloqueio por tempo indeterminado, enquanto o restante escolheu períodos temporários, que variam de um mês a um ano.

A ferramenta permite que o usuário faça um único pedido para bloquear simultaneamente todas as contas vinculadas ao seu CPF em plataformas legalizadas. Além de impedir novos cadastros, o sistema também suspende o envio de propagandas relacionadas a apostas. A plataforma reúne ainda orientações sobre saúde mental, acesso a serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), informações sobre empresas autorizadas e ferramentas de avaliação financeira e emocional.

Como parte da estratégia de prevenção e redução de danos, o Ministério da Saúde anunciou também investimento de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre os impactos das apostas na saúde mental dos brasileiros. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e deve começar ainda em 2026. O governo orienta que pessoas com sinais de dependência procurem atendimento em unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou profissionais especializados.

Fonte: Infomoney

Comente

Pequisar