Quase meio milhão de soldados russos já morreram na Ucrânia

Otan estima mais de 30 mil baixas por mês.

Por Redação,

Quase 500 mil soldados russos já morreram desde o início da guerra na Ucrânia, segundo afirmou nesta quarta-feira (27) Anne Keast-Butler, diretora da agência britânica de inteligência e segurança GCHQ. A declaração foi feita em meio à continuidade do conflito, que já entrou no quinto ano.

Foto: AFPSoldados na guerra

Durante pronunciamento, a chefe da inteligência do Reino Unido afirmou que, enquanto os países ocidentais mantêm apoio militar e financeiro à Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin estaria enfrentando dificuldades no campo de batalha.

Outros levantamentos internacionais também apontam números elevados de baixas nas forças russas. Em janeiro, um estudo do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), dos Estados Unidos, estimou em 1,2 milhão o total de mortos, feridos e desaparecidos do lado russo desde o início da invasão.

Segundo o relatório, aproximadamente 325 mil militares russos haviam morrido até aquele momento. O levantamento indicou ainda que as perdas russas superam as registradas por grandes potências militares em conflitos desde a Segunda Guerra Mundial. O governo russo contestou os dados divulgados.

Estimativas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também indicam elevado desgaste militar. De acordo com os cálculos da aliança, as baixas russas no front ultrapassariam 30 mil soldados por mês.

Diante do volume de perdas e da redução no ritmo de alistamento voluntário, analistas internacionais preveem a possibilidade de uma nova mobilização forçada na Rússia, semelhante à realizada em 2022. Na ocasião, cerca de 300 mil homens foram convocados para reforçar as tropas.

Atualmente, estimativas apontam que a Rússia mantém aproximadamente 700 mil militares na zona de guerra. Apesar da continuidade do conflito, nenhum dos lados registra avanços territoriais significativos nos últimos meses.

Enquanto isso, a Ucrânia tem intensificado ataques contra estruturas estratégicas no território russo, principalmente instalações ligadas ao transporte e armazenamento de petróleo, aumentando a pressão sobre a infraestrutura energética do país.

Fonte: DW

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