Liberação de cargas alivia caminhoneiros em Teresina

Documento destrava transporte após dias de espera

A emissão do CIOT, documento essencial para o transporte de cargas, trouxe alívio para cerca de 200 caminhoneiros em Teresina. Parados há até 20 dias no Distrito Industrial Sul, os motoristas começaram a ter suas cargas liberadas nesta terça-feira (2), conforme informou o Sindicato dos Transportadores de Cargas e Logística do Estado do Piauí (Sindicapi).

Humberto Lopes de Souza, presidente do Sindicapi, destacou que a solução veio com a adoção de uma nova plataforma pela empresa responsável, que conseguiu iniciar o processo ainda pela manhã. "O clima já está bem mais tranquilo", comentou.

A situação crítica teve início após a ANTT tornar obrigatória a emissão do CIOT em maio deste ano. Segundo Lopes, as plataformas não suportaram a alta demanda nacional, causando um acúmulo significativo.

"A ANTT determinou que nenhuma empresa poderia transportar sem gerar o CIOT", explicou o sindicalista. A medida afetou transportadoras em todo o Brasil.

Resposta da ANTT

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmou que as instabilidades iniciais foram solucionadas e que mais de 80% das operações ocorreram sem necessidade do modo de contingência. A agência também ressaltou que um sistema alternativo foi projetado para evitar paralisações.

A ANTT informou que desde a implementação, cerca de 1 milhão de CIOTs foram gerados. A obrigatoriedade entrou em vigor apenas em maio deste ano e não tem relação com paralisações anteriores.

Desafios enfrentados

Caminhoneiros relataram dificuldades nas semanas parados no local, como falta de estrutura adequada para alimentação e descanso. Alguns motoristas estavam no local há mais de dez dias aguardando uma solução.

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