Especialista alerta para riscos do uso excessivo de corretor postural

Dispositivo pode auxiliar na postura, mas exige orientação profissional

Por Dominic Ferreira,

O uso de corretores posturais tem se tornado cada vez mais comum entre pessoas que passam longos períodos sentadas ou enfrentam desconfortos relacionados à postura inadequada. Embora possam auxiliar na conscientização corporal e servir como apoio em determinados tratamentos, especialistas alertam que o equipamento deve ser utilizado com cautela e sempre sob orientação profissional. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 600 milhões de pessoas convivem com dores na região lombar, um dos problemas musculoesqueléticos mais frequentes no mundo.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk

Segundo o ortopedista do IDOMED Marcelo Barbosa Ribeiro, o corretor postural pode ser recomendado em situações específicas, especialmente para pessoas que apresentam fadiga muscular constante ou permanecem muitas horas na mesma posição. No entanto, o médico ressalta que o acessório não corrige deformidades estruturais, como a escoliose, nem substitui práticas fundamentais para a saúde da coluna, como fortalecimento muscular, exercícios físicos e reeducação postural.

O especialista destaca que o uso inadequado ou prolongado do equipamento pode trazer consequências negativas. Entre os principais riscos estão a dependência do corretor, enfraquecimento da musculatura das costas, desconforto, irritações na pele e até limitações respiratórias em casos de modelos excessivamente apertados. De acordo com a orientação médica, o tempo de uso geralmente varia entre 30 minutos e duas horas por dia, podendo ser ampliado em situações específicas, mas sem ultrapassar oito horas diárIas.

Os cuidados preventivos continuam sendo as medidas mais eficazes para preservar a saúde da coluna. Entre as recomendações estão evitar permanecer muito tempo na mesma posição, realizar pausas durante o trabalho, manter a tela do computador na altura dos olhos, apoiar corretamente os pés ao sentar, praticar atividades físicas regularmente e fortalecer a musculatura abdominal e das costas. O alerta ganha ainda mais relevância diante dos dados do Ministério da Previdência Social, que apontam dores nas costas e problemas na coluna entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil em 2025.

Fonte: Ícone Comunicação

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