Mercado informal de canetas emagrecedoras preocupa EMS

EMS critica informalidade no mercado de semaglutida

Com a aproximação do lançamento do Ozivy, a primeira semaglutida produzida no Brasil, a EMS destaca um desafio significativo: a presença dominante do mercado informal de medicamentos da classe GLP-1. Marcos Sanchez, vice-presidente da empresa, aponta que uma grande parte das vendas acontece fora dos canais regulamentados, seja através de produtos importados ilegalmente ou manipulados em massa.

Durante um evento promovido pelo Grupo Pague Menos e Itaú BBA, Sanchez revelou que o mercado é dividido entre produtos legais e informais. Ele mencionou que o problema não reside na concorrência entre empresas farmacêuticas, mas sim na competição com produtos que não seguem as regulamentações.

Sanchez criticou também algumas farmácias de manipulação que atuam em escala industrial sem seguir as mesmas normas rígidas impostas à indústria farmacêutica. "A indústria passa por regulamentação robusta; o jogo deveria ser igual para todos", afirmou.

lançamento do Ozivy

A partir de 15 de junho, o Ozivy estará disponível nas principais redes farmacêuticas do país. O produto chega com preços variando a partir de R$ 452 por caneta. Pacientes cadastrados no programa Vida + Leve terão descontos nos primeiros meses.

A produção nacional pretende diminuir a dependência de importações e ampliar o acesso ao tratamento, visando atender uma demanda reprimida significativa. A EMS planeja distribuir inicialmente mais de 500 mil unidades e expandir sua cobertura nacionalmente.

crescimento do mercado

Sanchez prevê que o mercado brasileiro de medicamentos agonistas GLP-1 ainda tem muito espaço para crescer, podendo superar R$ 11 bilhões até 2026. Ele destaca que além dos benefícios para diabetes e obesidade, estudos exploram efeitos sobre compulsões e comportamentos impulsivos.

A EMS investiu mais de R$ 1 bilhão em uma plataforma de peptídeos e possui capacidade para produzir até 700 mil canetas por mês em sua fábrica em Hortolândia (SP), com possibilidade de expansão.

Para Sanchez, a verdadeira competição está em trazer o mercado informal para dentro das farmácias regulamentadas, garantindo segurança ao paciente por meio de tratamento supervisionado e produtos aprovados.

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