EUA aprovam venda bilionária de mísseis Stinger ao Brasil
Operação de US$ 330 milhões reforça cooperação militar entre os dois países
O governo dos Estados Unidos aprovou a possível venda de 100 mísseis antiaéreos FIM-92K Stinger Block I ao Brasil, em uma operação estimada em US$ 330 milhões. A autorização, divulgada pelo Departamento de Estado norte-americano, representa um avanço nas negociações entre os dois países, embora a aquisição ainda precise passar por etapas adicionais antes de ser efetivada.
A aprovação foi formalizada na última quinta-feira (11) por meio do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para comercializar equipamentos militares diretamente com governos estrangeiros. O modelo prevê análise do Departamento de Estado, notificação ao Congresso americano e execução coordenada pela Agência de Cooperação em Segurança e Defesa (DSCA).
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Além dos 100 mísseis FIM-92K Stinger Block I, o pacote inclui equipamentos complementares e serviços de apoio, como sistemas de acionamento, assistência de engenharia, integração operacional, suporte técnico e logístico fornecido pelo governo dos Estados Unidos e empresas contratadas.
Em comunicado oficial, o Departamento de Estado afirmou que a operação contribuirá para o fortalecimento da capacidade brasileira de atuar na proteção de suas fronteiras e em ações de enfrentamento ao chamado "narcoterrorismo".
"Essa venda proposta permitirá ao Brasil assumir maior responsabilidade por sua própria segurança territorial e por operações de combate ao narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e em sua esfera regional", informou o governo norte-americano.
Apesar do aval concedido por Washington, a autorização não significa que a compra esteja concluída. O processo ainda envolve negociações sobre valores definitivos, cronograma de entrega, formalização contratual e a decisão final por parte do governo brasileiro.
A sinalização ocorre em um contexto de atenção das Forças Armadas brasileiras às relações de cooperação com os Estados Unidos. Nos últimos meses, integrantes da área de defesa demonstraram preocupação com a possibilidade de restrições a programas conjuntos em meio a episódios de desgaste diplomático entre Brasília e Washington.
Nos bastidores militares, a autorização para a venda dos sistemas Stinger foi interpretada como um indicativo de continuidade da parceria estratégica entre os dois países na área de defesa. Ainda assim, a concretização do negócio dependerá do avanço das tratativas técnicas e políticas previstas nas próximas fases do processo
Fonte: CNN Brasil