Superintendente de Esportes de Parnaíba vira réu por perseguição contra mulher
Recebimento da denúncia foi determinado pela Justiça após acusação do Ministério Público; processo tramita sob a Lei Maria da Penha
O superintendente de Esportes da Prefeitura de Parnaíba e influenciador digital Douglas da Silva Azevedo tornou-se réu em uma ação penal que tramita em sigilo sob a Lei Maria da Penha. A decisão foi proferida pelo juiz José Carlos da Fonseca Lima Amorim, da Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Piauí.
Segundo o documento judicial, o Ministério Público denunciou Douglas pelo crime de perseguição contra mulher por razões da condição do sexo feminino, previsto na Lei Maria da Penha. Com o recebimento da denúncia, a Justiça determinou a citação do acusado para apresentação de defesa.
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De acordo com a decisão, a acusação sustenta que, após o término do relacionamento, ocorrido em setembro de 2025, o denunciado teria passado a perseguir reiteradamente a vítima. O processo relata que ele teria enviado mensagens consideradas ameaçadoras por meio do WhatsApp e também através de transferências bancárias via PIX contendo mensagens de teor intimidatório.
Ainda conforme os autos, Douglas teria comparecido ao local de trabalho da vítima e tentado invadir uma sala onde ela se abrigou. O documento registra que, durante o episódio, ele teria segurado o braço da referia mulher e exigido acesso ao aparelho celular dela, comportamento apontado pela acusação como forma de perturbar sua liberdade e privacidade.
A decisão judicial destaca que existem indícios de autoria e materialidade, baseados nos relatos da vítima, no depoimento de testemunha e em registros de mensagens e transferências anexados ao inquérito policial.
Ao receber a denúncia, o magistrado ressaltou que a análise realizada nesta fase processual é preliminar e não representa condenação. O mérito das acusações ainda será julgado após a instrução do processo, com garantia do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência ao acusado.
Procurado pela reportagem, Douglas da Silva Azevedo afirmou que não tinha conhecimento da existência do processo e, por esse motivo, não iria se pronunciar sobre o caso. Segundo ele, até o momento não havia sido oficialmente informado sobre qualquer ação relacionada aos fatos narrados na denúncia. Douglas também questionou a atuação do portal na cobertura do assunto, afirmando que o veículo não teria competência jurídica para abordar esse tipo de processo. Mesmo assim, a reportagem informa que os dados publicados têm como base documentos constantes nos autos judiciais e na decisão que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
O caso segue em tramitação na Justiça de Parnaíba.
Fonte: Portal AZ