Anac apura suspeita de táxi aéreo clandestino após tragédia no Rio
Colisão entre helicópteros matou seis pessoas no último domingo.
A colisão entre dois helicópteros que deixou seis mortos no último domingo, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, passou a ser investigada também sob a suspeita de operação irregular de transporte aéreo de passageiros.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), há denúncias de que uma das aeronaves envolvidas no acidente, de prefixo PP-MAC, estaria realizando transporte remunerado sem a certificação exigida para o serviço de táxi aéreo. O helicóptero era pilotado por Alexandre de Souza e transportava quatro passageiros, entre eles o cantor e produtor norte-americano Oliver Tree. Todos morreram no acidente.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
A Anac informou que o PP-MAC possuía autorização apenas para operações privadas, modalidade destinada ao uso de proprietários e convidados, sem cobrança ou remuneração. Caso seja confirmada a prestação de serviço remunerado, a atividade poderá ser caracterizada como táxi aéreo clandestino.
O proprietário da aeronave, o empresário Oswaldo de Luca Filho, já havia sido multado pela agência reguladora em julho de 2025. Na ocasião, recebeu penalidade de R$ 8 mil por não apresentar documentos e informações solicitados durante uma fiscalização. A investigação também apura relatos sobre possíveis irregularidades operacionais, incluindo supostos problemas relacionados à manutenção e aos registros de bordo.
De acordo com as informações preliminares, uma das aeronaves havia partido do Aeroporto Santos Dumont com destino à região de Guaratiba. A outra decolou do Aeroporto de Jacarepaguá com destino a Angra dos Reis. As circunstâncias que levaram ao encontro dos helicópteros no espaço aéreo ainda são analisadas pelas autoridades.
A Anac ressaltou que tanto as aeronaves quanto os pilotos possuíam documentação regular. O segundo helicóptero envolvido na colisão, de prefixo PR-DJJ, também operava sob autorização para voos privados.
As investigações são conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que busca esclarecer as causas da tragédia.
A morte de Oliver Tree repercutiu internacionalmente e foi destaque em diversos veículos de comunicação dos Estados Unidos e da Europa. O artista estava em viagem pelo Brasil após uma apresentação realizada em São Paulo no início de junho.
Entre as vítimas também estavam o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves Frota e o diretor argentino de videoclipes Lucas Vignale. Os procedimentos para identificação e traslado dos corpos foram iniciados pelas autoridades
Fonte: Com informações do Correio Braziliense