Justiça mantém prisão de trader suspeito de fraude de R$ 100 milhões no Piauí
Douglas Fonseca e mais dez investigados da DF Group seguem presos por cinco dias
A Justiça manteve nesse sábado (11), em audiência de custódia, a prisão temporária do trader Douglas Fonseca Araújo e de mais dez suspeitos de estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A prisão temporária tem prazo de cinco dias, prorrogável por igual período. A informação foi confirmada pelo advogado Djalma Filho, que representa Douglas e o também investigado Ícaro Teixeira de Sousa.
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Douglas e mais seis homens, cuja identidade não foi confirmada pela polícia, foram transferidos para a Cadeia Pública de Altos. As quatro mulheres investigadas, também sem identidade divulgada, foram levadas para a Penitenciária Feminina de Teresina. O grupo é apontado pela Polícia Civil do Piauí como responsável por um esquema que, segundo o delegado Roni Silveira, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, fez mais de 70 vítimas e movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos por meio da empresa DF Group.
Segundo as investigações, Douglas se apresentava como trader com mais de 14 anos de mercado financeiro e prometia lucros mensais de até 10% a investidores, promessa que, seria matematicamente insustentável de forma regular. A empresa não possuía validação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e funcionava, na prática, como uma pirâmide financeira, em que o pagamento aos primeiros investidores dependia da captação de novos aportes. A ostentação de luxo exibida por Douglas nas redes sociais, segundo a polícia, também servia para atrair novas vítimas.
Durante a operação de sexta-feira (10), a polícia apreendeu 11 veículos, entre eles carros de luxo, além de armas de fogo, documentos, relógios e joias dos investigados, e interditou um escritório usado, segundo as investigações, para a prática das atividades criminosas. O superintendente de operações integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, afirmou que a repercussão do caso já levou novas vítimas a procurarem a polícia. "Várias vítimas já entraram em contato e devem vir registrar o Boletim de Ocorrência", disse. Denúncias podem ser feitas pelo canal BO Fácil da SSP-PI, via WhatsApp, no número 0800 086 0190, disponível 24 horas, ou presencialmente em qualquer delegacia da Polícia Civil e na Superintendência de Defesa e Proteção do Consumidor (Sudecon).
Dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça, dez foram cumpridos ainda na sexta-feira. Dos dois investigados que chegaram a ficar foragidos, um deles se apresentou à polícia horas depois, ainda no mesmo dia, elevando para 11 o número de presos mantidos sob custódia neste sábado.
Fonte: Portal AZ