AGU pede investigação sobre movimentações financeiras antes do tarifaço dos EUA

Órgão busca apurar possível lucro ilegal no mercado cambial após anúncio de taxação

Por Dominic Ferreira,

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de uma investigação para apurar o suposto uso de informações privilegiadas visando lucro com o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. O pedido mira movimentações atípicas no mercado cambial brasileiro antes e depois do anúncio da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, que entra em vigor em 1º de agosto.

Foto: Valter Campanato/Agência BrasilDólar

Segundo a AGU, os fatos investigados ultrapassam os ilícitos penais relacionados à obstrução da Justiça já apurados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), envolvendo também possíveis ganhos financeiros ilegais decorrentes das mesmas ações que teriam prejudicado a aplicação da lei penal no país. O pedido foi protocolado no mesmo inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por sua atuação junto ao governo dos EUA para impor retaliações ao Brasil e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sob investigação desde que pediu licença do mandato e foi morar nos Estados Unidos alegando perseguição política. A licença parlamentar termina neste domingo (20). Na última sexta-feira (18), ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que o obrigou a usar tornozeleira eletrônica e impôs restrições de circulação entre 19h e 6h, medidas determinadas por Alexandre de Moraes diante do risco de fuga do ex-presidente.

O ex-presidente Jair Bolsonaro é réu na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022 e deve ser julgado pelo STF em setembro. 

Fonte: Agência Brasil

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