Acusado de envenenar família em Parnaíba tem sanidade confirmada em Laudo

A perícia do IML descreveu plena capacidade de compreensão e réu seguirá em processo judicial

Por Carlos Sousa,

O exame de higidez mental realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Teresina concluiu que Francisco, acusado de envenenar a própria família em Parnaíba, possui plena capacidade de autodeterminação e compreensão. A avaliação, solicitada pela Defensoria Pública, atestou que o réu está em boas condições de saúde mental e, portanto, apto a responder pelos crimes que lhe são atribuídos.

Foto: ReproduçãoFrancisco possuía fixação por métodos de envenenamento e obsessão por ideais nazistas.
Francisco possuía fixação por métodos de envenenamento e obsessão por ideais nazistas.

Segundo o laudo, emitido em 12 de agosto, não há indícios de inimputabilidade ou incapacidade processual. A decisão judicial que recebeu o documento determinou o prosseguimento da ação penal, com base no artigo 153 do Código de Processo Penal.

Além do acusado, a perícia ouviu pessoas próximas a ele, incluindo uma adolescente de 17 anos, sobrevivente do envenenamento, que também colaborou com os trabalhos.

Francisco está preso desde janeiro deste ano, após investigações apontarem que ele utilizou a substância terbufós para envenenar refeições consumidas pela própria família.

Crimes imputados aos réus

Francisco de Assis e Maria dos Aflitos, também acusada no caso, respondem juntos por 23 crimes.

Maria dos Aflitos:

  • quatro homicídios triplamente qualificados,
  • quatro feminicídios,
  • duas tentativas de feminicídio,
  • uma tentativa de homicídio triplamente qualificado
  • denunciação caluniosa.

Francisco:

  • quatro homicídios triplamente qualificados,
  • três feminicídios,
  • duas tentativas de feminicídio,
  • uma tentativa de homicídio triplamente qualificado
  • fraude processual.

Os dois seriam submetidos a audiência de instrução e julgamento no dia 30 de julho, mas a sessão foi adiada. O motivo foi a ausência do laudo de higidez mental de Francisco e o pedido da defesa de Maria dos Aflitos para que ela participasse presencialmente do julgamento em Parnaíba, em vez de por videoconferência.

Com a conclusão da perícia, o processo deverá seguir seu curso normal na Justiça.

Fonte: IML

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