Primeiro dia do julgamento de Bolsonaro e sete réus é marcado por defesas

Sessão foi suspensa e será retomada com sustentações dos advogados nesta quarta

Por Dominic Ferreira,

APrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta terça-feira (2), o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus, todos ligados ao núcleo 1 da trama golpista. O relator, ministro Alexandre de Moraes, abriu a sessão com a leitura do relatório que resume todo o processo, desde as investigações até as alegações finais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação dos acusados, e o julgamento foi suspenso por volta das 17h55, com retomada prevista para quarta-feira (3), às 9h.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilOk

Durante a tarde, foram ouvidas as sustentações orais das defesas. A primeira foi do advogado de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que pediu a manutenção do acordo de delação premiada e negou coação. Em seguida, o defensor do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, negou o monitoramento ilegal de ministros do STF, afirmando que Ramagem apenas compilava pensamentos do presidente Bolsonaro. A defesa do almirante Almir Garnier também negou que ele tenha colocado tropas à disposição de um golpe. Por fim, o advogado do ex-ministro Anderson Torres chamou a chamada “minuta do golpe” de “minuta do Google”.

Os réus respondem por crimes graves, como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado. A exceção é Alexandre Ramagem, que, atualmente deputado federal, teve parte das acusações suspensas, respondendo a três dos cinco crimes, conforme previsto na Constituição.

O julgamento está previsto para ocorrer em oito sessões nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A votação final, que determinará se os réus serão condenados ou absolvidos, deve acontecer nas sessões seguintes, podendo resultar em penas superiores a 30 anos de prisão.

Fonte: Agência Brasil

Comente

Pequisar