Justiça bloqueia R$ 12,2 bi de BRB e Master em ação da Operação Compliance Zero
A decisão determina bloqueio de bens, afastamentos e amplia investigação sobre fraudes financeiras
A 10ª Vara Federal de Brasília autorizou o bloqueio e a arrecadação de bens do Banco de Brasília (BRB), do Banco Master e de gestores investigados na Operação Compliance Zero. A decisão, assinada pelo juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, estabelece bloqueio total de R$ 12,2 bilhões, incluindo bens registrados em nome de filhos menores dos alvos.
Foram atingidos pela medida Daniel Vorcaro, dono do Master; Augusto Lima, ex-sócio; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos e Compliance; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master; André Felipe Seixas Maia, diretor da Tirreno e sócio da Cartos; além de Paulo Henrique Costa, presidente afastado do BRB, e Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor financeiro. Também foram incluídas a Tirreno Consultoria, a Cartos Sociedade de Crédito Direto e duas associações de servidores da Bahia.
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A operação cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois temporários e 25 de busca e apreensão em cinco estados. A ação ocorreu um dia após um consórcio de investidores dos Emirados Árabes anunciar aporte inicial de R$ 3 bilhões para adquirir o Banco Master.
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e poderão responder a processos criminais, além de sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e possíveis beneficiários das operações.
O juiz autorizou a apreensão de veículos avaliados acima de R$ 100 mil, dinheiro em espécie superior a R$ 10 mil, joias e artigos de luxo, além de determinar a entrega dos passaportes e a proibição de saída do país.
Paulo Henrique Costa e Dario Oswaldo foram afastados do BRB por 60 dias. Após a operação, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, decidiu substituir a presidência do banco e indicou Celso Eloi, servidor da Caixa Econômica Federal, para o comando da instituição.
A investigação apura um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos. Segundo o processo, o Banco Master teria adquirido carteiras de crédito sem pagamento e repassado ao BRB por cerca de R$ 12 bilhões em dois meses. O magistrado afirma que há indícios consistentes de ações coordenadas para mascarar informações, manipular dados e burlar controles do sistema financeiro.
Fonte: Metrópoles