Justiça do Piauí determina reserva de vagas para mulheres, trans e travestis

Portaria do TJ fixa cota de 5% em terceirizadas e prioriza vítimas de violência e grupos vulneráveis**

Por Redação Portal AZ,

Empresas terceirizadas que prestam serviços ao Tribunal de Justiça do Piauí terão de reservar parte das vagas para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Portaria publicada nesta segunda-feira (23) estabelece cota mínima de 5%, com percentuais específicos para mulheres vítimas de violência doméstica, mulheres trans e travestis.

Foto: ReproduçãoJustiça do Piauí determina reserva de vagas para mulheres, trans e travestis
Justiça do Piauí determina reserva de vagas para mulheres, trans e travestis

A medida está prevista na Portaria nº 398, assinada pelo presidente do tribunal, Anderson Antônio Brito Nogueira, e vale para contratos de mão de obra terceirizada em atividades administrativas e de apoio, como limpeza, segurança e recepção.

Do total reservado, ao menos 2,5% das vagas deverão ser destinadas a mulheres em situação de violência doméstica. Outro 1% será voltado a mulheres trans e travestis. O restante do percentual contempla mulheres em outras condições de vulnerabilidade.

O texto também inclui como beneficiárias mulheres migrantes e refugiadas, pessoas em situação de rua, egressas do sistema prisional, indígenas, quilombolas e trabalhadoras do campo. A política será aplicada às empresas contratadas para atividades que não fazem parte da função principal do Judiciário.

A iniciativa integra a estratégia do tribunal para ampliar a inclusão social por meio dos contratos públicos e estimular a inserção de grupos historicamente excluídos no mercado de trabalho formal.

Fonte: TJ-PI

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