ONGs alertam para fome generalizada em Gaza e pedem cessar-fogo imediato
Mais de 100 entidades denunciam bloqueio à ajuda e mortes por fome; ONU fala em “espetáculo de horror”.
Mais de 100 organizações não governamentais internacionais emitiram um alerta urgente sobre a grave crise humanitária na Faixa de Gaza, onde cresce o risco de fome generalizada. Em comunicado conjunto, entidades como Médicos Sem Fronteiras, Amnistia Internacional e Oxfam denunciaram que a população civil está morrendo de fome diante da escassez total de alimentos, água, medicamentos e combustível.
“As provisões estão esgotadas e a fome está se alastrando. Estamos vendo colegas e parceiros definhar diante de nossos olhos”, afirmaram. O comunicado classifica o uso da fome como arma de guerra como um crime de guerra e exige um cessar-fogo imediato, além da abertura de todas as passagens terrestres para garantir o fluxo livre de ajuda humanitária sob coordenação da ONU.
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A declaração ocorre dois meses após a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos Estados Unidos, assumir a distribuição de ajuda. Desde então, a situação piorou. No último domingo, ao menos 85 palestinianos morreram ao tentar acessar alimentos. Desde maio, mais de mil pessoas morreram tentando buscar ajuda, segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU.
O hospital Al-Shifa informou que 21 crianças morreram em apenas 72 horas devido à fome. A ONU declarou que “a fome está batendo a todas as portas”.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, classificou a situação como “um espetáculo de horror”, denunciando ainda que instalações humanitárias da ONU foram atacadas em Gaza, o que contraria as normas do direito internacional.
Enquanto isso, os esforços diplomáticos seguem paralisados. Representantes dos EUA devem visitar a Europa e o Oriente Médio nos próximos dias para tentar avançar nas negociações por um cessar-fogo e pela criação de um corredor humanitário.
A ofensiva militar de Israel já dura quase 21 meses, causando destruição massiva, escassez crítica de suprimentos e agravamento extremo das condições de vida em Gaza.
Fonte: Euronews