Protestos em Washington marcam visita de Trump após militarização da capital
O presidente enfrenta manifestações contra deportações, críticas ao uso da Guarda Nacional e morte de ativista da extrema direita
A visita do presidente Donald Trump a Washington, nesta quinta-feira (11), intensificou tensões já presentes na capital norte-americana. Durante sua passagem por um restaurante, manifestantes chamaram Trump de “Hitler dos nossos tempos”. O presidente reagiu sorrindo e ordenou que os seguranças retirassem os protestantes.
A mobilização ocorreu em um contexto de forte contestação popular. No início da semana, Trump havia declarado a capital “segura” com o envio da Guarda Nacional e a tomada do comando da polícia local. A medida foi classificada pelo governo distrital como “ocupação militar” e levou a uma ação judicial contra a Casa Branca.
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Além da militarização, grupos de direitos humanos e organizações civis têm realizado protestos contra as políticas de deportação em massa anunciadas pelo governo. Em frente ao Capitólio, centenas de pessoas se reuniram para exigir a suspensão imediata das operações de expulsão de estrangeiros, classificadas como violadoras de direitos básicos.
O clima de instabilidade foi agravado pelo assassinato de Kirk — ativista da extrema direita norte-americana e defensor do armamento civil. A morte, ocorrida em circunstâncias ainda investigadas, gerou reações divergentes: apoiadores do governo pedem medidas mais duras de segurança, enquanto opositores destacam o risco de radicalização política e violência interna.
Embora Trump justifique a presença das tropas como forma de combater a criminalidade, dados oficiais apontam que os índices de violência em Washington vêm em queda contínua nas últimas três décadas. Durante pronunciamento, o presidente sinalizou que pode expandir a medida para outras cidades, citando Chicago como possível próximo destino das forças federais.
O cenário na capital segue marcado por protestos diários, em uma combinação de pautas contra a militarização, deportações e críticas à condução política de Trump. Analistas avaliam que os desdobramentos das manifestações e da reação governamental devem influenciar diretamente o clima eleitoral e a percepção internacional dos Estados Unidos nos próximos meses.
Fonte: CNN