Trump afirma que EUA vão administrar a Venezuela após prisão de Maduro
Presidente diz que governo americano ficará no comando até uma transição “segura e adequada”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que o governo norte-americano assumirá a administração da Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro, em meio à ofensiva militar que atingiu o país. Segundo Trump, a gestão será temporária e terá como objetivo conduzir uma transição política considerada estável por Washington.
A afirmação foi feita durante uma coletiva de imprensa no clube Mar-a-Lago, na Flórida. De acordo com o presidente, os EUA não pretendem transferir o poder imediatamente a outro grupo ou liderança local. “Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita por muitos anos”, disse.
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Trump não detalhou como funcionará essa administração nem apresentou um cronograma para o processo de transição. Também não esclareceu se haverá participação de organismos internacionais ou de setores da oposição venezuelana na condução do período pós-captura de Maduro.
A declaração aprofunda a crise diplomática na região e reforça o caráter inédito da ação norte-americana, que envolve não apenas a captura do chefe de Estado venezuelano, mas também a intenção explícita de governar o país. A medida tem sido vista por analistas internacionais como uma ruptura com princípios básicos do direito internacional, especialmente o respeito à soberania nacional.
Governos da América Latina e organismos multilaterais acompanham os desdobramentos com cautela. No Brasil, o governo já manifestou condenação ao uso da força e defendeu uma resposta da comunidade internacional por meio das Nações Unidas, com foco no diálogo e na estabilidade regional.
A Venezuela enfrenta, há anos, uma profunda crise política, econômica e humanitária, agravada por sanções internacionais e disputas internas de poder. A possibilidade de uma administração direta dos EUA adiciona um novo e delicado capítulo ao cenário, com impactos ainda imprevisíveis para a região.
Fonte: Com informações da CNN Brasil