Morte de esposa de Ali Khamenei em ataque eleva tensão no Oriente Médio

Irã rejeita diálogo com os EUA após bombardeio; Donald Trump prevê ofensiva militar por quatro semanas

Por Redação Portal AZ,

A morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa do aiatolá Ali Khamenei, foi confirmada por autoridades iranianas à agência Reuters após o bombardeio que atingiu a cúpula do poder em Teerã. O episódio aprofunda a escalada militar entre Irã, Estados Unidos e Israel e amplia as incertezas sobre a duração e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Foto: IRIB/DivulgaçãoMorte de esposa de Ali Khamenei em ataque eleva tensão no Oriente Médio
Morte de esposa de Ali Khamenei em ataque eleva tensão no Oriente Médio

Segundo a agência internacional, Mansoureh, de 79 anos, não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque realizado no fim de semana, o mesmo que matou o líder supremo iraniano. A ofensiva, conduzida por forças norte-americanas e israelenses, teve como justificativa conter o programa nuclear do Irã, conforme declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em resposta, Teerã lançou mísseis contra bases militares americanas na região, incluindo alvos ligados a Israel. O governo israelense afirmou ter interceptado os projéteis, enquanto autoridades iranianas adotaram um tom mais duro e descartaram qualquer negociação com Washington.

O chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, acusou Trump de arrastar o Oriente Médio para “uma guerra desnecessária” e negou que a nova liderança do país esteja disposta a dialogar. A declaração contradiz a versão apresentada pelo presidente americano, que havia indicado abertura para conversas.

Trump afirmou que a campanha militar deve se estender por cerca de quatro semanas, sinalizando uma ofensiva prolongada e reforçando o temor de desestabilização em larga escala na região. O cenário aumenta a pressão sobre rotas estratégicas, aliados e mercados globais, diante do risco de expansão do conflito.

A sucessão no comando iraniano e a capacidade de resposta do país passam a ser fatores centrais para medir a intensidade e a duração da crise, considerada uma das mais graves do Oriente Médio nas últimas décadas.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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