Novo líder do Irã promete vingança e manter bloqueio no Estreito de Ormuz
Mojtaba Khamenei faz primeiro pronunciamento após assumir liderança suprema e eleva tensão com Israel e Estados Unidos
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (12) que o país continuará retaliando ataques de Israel e dos Estados Unidos e manterá o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo.
No primeiro pronunciamento público desde que foi escolhido para o posto máximo da República Islâmica, Mojtaba declarou que o país não abrirá mão de retaliar as mortes provocadas pelo conflito recente na região.
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O novo líder assumiu o cargo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que foi morto em bombardeio no início da guerra envolvendo Irã, Israel e forças norte-americanas. Em mensagem divulgada por veículos de comunicação iranianos, Mojtaba afirmou que o país continuará perseguindo a “retribuição” contra seus adversários.
Além de prometer manter ataques contra bases militares ligadas aos inimigos no Oriente Médio, o líder iraniano reiterou que o bloqueio do Estreito de Ormuz continuará sendo utilizado como instrumento de pressão estratégica.
A interrupção do tráfego na região — considerada um dos corredores marítimos mais importantes para o transporte global de petróleo — já provoca impactos nos mercados internacionais e levou vários países a liberar estoques estratégicos de energia para conter a volatilidade dos preços.
Mojtaba também reafirmou o apoio do Irã ao chamado “Eixo da Resistência”, aliança informal de grupos armados aliados de Teerã, como o Hamas e o Hezbollah. Segundo ele, o suporte a essas organizações faz parte dos princípios da Revolução Islâmica.
Durante o pronunciamento, o líder iraniano afirmou ainda que o país buscará compensação econômica pelos danos causados pelo conflito. Caso isso não ocorra, declarou, o Irã poderá retaliar por meio do confisco ou destruição de bens vinculados aos adversários.
Apesar do tom duro contra os inimigos, Mojtaba afirmou estar disposto a manter relações diplomáticas “construtivas” com os países vizinhos. Ao mesmo tempo, advertiu que bases militares utilizadas para ataques contra o território iraniano continuarão sendo alvos de operações militares.
No plano interno, o novo líder também fez um apelo à unidade nacional diante do conflito e agradeceu às forças militares iranianas pelas ações realizadas durante a guerra.
No sistema político iraniano, o líder supremo é escolhido pela Assembleia dos Especialistas, colegiado formado por 88 clérigos eleitos pelo voto popular. Embora o mandato seja vitalício, a Constituição permite que o órgão destitua o ocupante do cargo.
Considerada a autoridade máxima do país, a liderança suprema exerce influência direta sobre as Forças Armadas e sobre instituições centrais da República Islâmica, funcionando como eixo de poder acima do Executivo, do Parlamento e do Judiciário.
Fonte: Com informações da Agência Brasil