Trump fala em “assumir” Cuba após guerra com Irã

Declaração em evento nos EUA foi tratada como piada por parte da imprensa

Por Redação Portal AZ,

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país poderia “assumir” Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra contra o Irã, durante um evento realizado na Flórida.

Foto: Evan Vucci/ReutersO presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a posse de Markwayne Mullin como secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA
Trump faz comentário sobre Cuba durante evento e amplia tensão diplomática

A declaração foi feita na sexta-feira (1º), ao comentar a origem de um dos presentes no evento. Sem detalhar o que quis dizer, Trump sugeriu que os Estados Unidos poderiam agir rapidamente contra a ilha caribenha após encerrar o conflito no Oriente Médio.

Em tom informal, o presidente mencionou a possibilidade de envio de um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para a costa cubana. “Vamos parar a cerca de 100 jardas da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’”, afirmou, arrancando risos da plateia.

Parte da imprensa americana interpretou a fala como uma brincadeira, diante da ausência de संकेतos concretos de uma ação militar ou mudança de política externa.

As declarações ocorreram no mesmo dia em que o governo americano anunciou novas sanções contra Cuba, ampliando a pressão econômica sobre a ilha. As medidas incluem restrições a bancos estrangeiros com relações com Havana e a setores estratégicos, como energia e mineração.

O endurecimento ocorre em meio a dificuldades econômicas enfrentadas pelo país caribenho, agravadas por limitações no fornecimento de petróleo. O embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha está em vigor desde 1962.

Autoridades cubanas reagiram às novas medidas. O chanceler Bruno Rodríguez classificou as ações como “medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas”.

Apesar da escalada de tensão, os dois países mantêm canais diplomáticos abertos. Em abril, representantes de Washington e Havana se reuniram na capital cubana para tratar de temas bilaterais.

Fonte: Com informações do G1

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