Funcionários da Equatorial Piauí são presos suspeitos de cobrar propina para não multar fraudadores

Eles pediam dinheiro aos consumidores para não efetuar corte de energia

Por Karine Rocha,

A Delegacia de Canto do Buriti prendeu em flagrante dois funcionários terceirizados da empresa Equatorial Piauí nesta quinta-feira (30). Eles foram autuados pela prática de concussão (art. 316 do Código Penal) ao cobrarem dinheiro para não aplicar multa nos casos de desvios de energia elétrica. A própria empresa foi responsável por efetuar a denúncia.

Gerente Executivo, Supervisor da Equatorial Piauí e Delegado Yan Brayner (Foto: divulgação)

O delegado Yan Brayner, titular de Canto do Buriti, afirmou ao Portal AZ que “após receber denúncia da empresa, a Polícia Civil diligenciou e efetuou a prisão em flagrante dos funcionários terceirizados M.R.D.C e L.M.D.C.F que estavam exigindo indevidamente dinheiro para deixar de autuar os casos de desvios de energia na cidade ”.

Os funcionários foram presos e se encontram na Delegacia de Canto do Buriti, onde aguardam por decisão judicial.

Ao Portal AZ, a Equatorial Piauí informou que está acompanhando as investigações da Polícia e que adotará as providências cabíveis ao caso.

Leia a nota na íntegra:

A Equatorial Piauí informa que, ao tomar conhecimento, via denúncia anônima ontem (29), de suspeita da prática do crime de concussão por colaboradores terceirizados que atuavam em Canto do Buriti, região Centro Sul do Estado, formalizou notícia-crime junto ao Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO). Na manhã de hoje (30), em operação conduzida pela Polícia Civil em Canto do Buriti, foram presos em flagrante dois colaboradores da empresa parceira responsável pelos serviços de fiscalização na região, depois de constatado o recebimento pela dupla de valores de clientes para evitar a autuação de irregularidades.

A Empresa esclarece que tem acompanhado as investigações da Polícia e que a prestadora de serviços adotará as providências cabíveis ao caso.

A Equatorial Piauí faz valer um rígido código de ética para seus colaboradores próprios e terceirizados e não compactua em nenhuma hipótese com práticas como a que levou à prisão dessas duas pessoas.

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