Denunciadas torturas e até prática de extorsão no novo presídio inaugurado em Altos
Ouça o áudio de um detento que relata as agressões e abusos dentro da unidade
Deslocamento de maxilar, hematomas nos olhos, provocados por spray de pimenta ou por cassetete, mãos quebradas, falta de comida e até prática de extorsão , são algumas das práticas denunciadas na penitenciária de Altos.
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Denunciadas torturas e até prática de extorsão no novo presídio inaugurado em Altos (Foto: divulgação)
Famílias de detentos, alguns confinados sem qualquer condenação já não sabem a quem apelar no governo. A secretaria de Justiça finge que investiga.
Apelidada de cascavel por conta dos maus tratos atribuídos aos policiais penais, o presídio foi inaugurado recentemente, mas já acumula histórico de práticas de tortura que não existe em outras penitenciárias.
Cadeia Pública de Altos (Foto: divulgação)
Ouça os relatos nos áudios disponibilizados pela Advogada Carol Jericó, em live nas redes sociais chamando a atenção até para organismos internacionais, já que no Piauí o governador faz ouvido de mercador e as demais autoridades do judiciário e legislativo fingem que tais atrocidades não ocorrem.
Ouça os áudios:
Mais denúncias
A coluna do jornalista Arimatéia Azevedo divulgou informações de uma live feita advogada Carol Jericó, no Facebook onde ela aponta relatos de torturas a detentos na nova penitenciária de Altos, com o uso de instrumentos somente vistos nas prisões medievais, precisam urgentemente ser apurados.
“Inadmissível que tais fatos estejam acontecendo num presídio recém-inaugurado e que tem no seu corpo funcional policiais penais (os antigos agentes penitenciários) em sua maioria selecionados em concurso público. Fica difícil se imaginar que esses agentes se prestem a práticas tão covardes já no início de suas atividades.
(Foto: divulgação)
“São presos não condenados, são vítimas de tortura atroz; rituais diários praticados por alguns agentes penitenciários”. Ela prossegue: o ‘gás pimenta, herança das técnicas de Auschwitz, está provocando doenças pulmonares nos presos e agravando as doenças do trato respiratório que muitos já têm’. A humilhação é tamanha que quando o preso não sofre dor física, tem a cabeça raspada.
Pelos relatos, os policiais usados na prática de tortura ‘são tão violentos e transtornados que emitem brilho nos olhos esgrimindo um prazer sádico indescritível diante do pavor dos que por eles são torturados’. Lamentavelmente o governador do Estado deve estar muito ocupado para se preocupar com um assunto desses.
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