Policial Militar é denunciado pela companheira por agressão e tentativa de feminicídio

Segundo a denunciante, o agente disse que a mataria e jogaria seu corpo no rio para ser comido pelos peixes

Por Karine Rocha,

Uma mulher que não teve a identidade revelada prestou denúncia contra o marido, que é policial militar, por agressão e ameaças, na noite desta quinta-feira (02). As agressões teriam acontecido na residência da vítima, situada no bairro Jacinta Andrade, zona Norte de Teresina.

Policial militar é acusado de agredir companheira (Foto: Divulgação)

Segundo informações da polícia, o homem identificado como João Paulo teria insultado a parceira e lhe arrastado até o quarto pelos cabelos. Lá ele tapou o nariz e a boca da mulher afirmando que iria matá-la. "Ele ainda foi em busca da arma e nesse momento ela entrou no banheiro e trancou a porta. O policial ainda arrombou a porta para pegar a companheira", disse a polícia.

Ainda de acordo com a denúncia, o policial teria colocado a parceira dentro do carro para jogá-la no rio. "Ele a jogou dentro do carro, afirmando que a mataria e jogaria o corpo no rio para que os peixes a comessem", consta. 

A vítima conseguiu se refugiar na casa de um parente, que ameaçou acionar a polícia. Após as ameças, João Paulo fugiu do local.

O que diz a Polícia

Em nota, a assessoria da Polícia Militar afirmou que o agente está afastado das atividades por causa de uma cirurgia no joelho. A Corregedoria Geral da Instituição está atuando na apuração dos fatos através de Procedimento Administrativo e que a polícia judiciária está adotando as medidas necessárias. 

Leia a nota na íntegra:

A Polícia Militar do Estado do Piauí informa que em relação ao caso envolvendo um policial militar em uma ocorrência de violência doméstica, esclarece o seguinte:

1) Que o PM encontra-se afastado das atividades laborais devido ter sido submetido a um procedimento cirúrgico no joelho, estando de Licença Médica para tratamento de saúde (LTS). 

2) Vale ressaltar que a representação criminal já foi feita pela vítima na delegacia especializada da mulher e na Corregedoria Geral da Instituição que está atuando na apuração dos fatos através de Procedimento Administrativo cabível.

3) Destarte, por se tratar de um crime de natureza  comum, a polícia judiciária está adotando todas as medidas dentro de sua esfera de atribuições. 
 
Teresina, 04 de julho de  2020.

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