Interpol oferece apoio nas buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão

Ágatha e Allan estão desaparecidos há oito meses; cooperação pode ampliar buscas fora do Brasil

Por Viviane Setragni,

Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão. O caso ganhou um novo desdobramento após a Interpol disponibilizar ferramentas de cooperação internacional para auxiliar nas buscas, segundo a advogada da família.

Foto: ReproduçãoOK

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, deve se reunir nesta quarta-feira (9), em São Luís, com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal. O encontro deve esclarecer como os recursos oferecidos pela organização poderão ser utilizados caso surjam pistas de que os irmãos estejam fora do Brasil.

A cooperação foi oferecida após uma operação nos Estados Unidos que resultou no resgate de crianças desaparecidas. Até o momento, porém, não há indícios de que Ágatha e Allan estejam entre os menores localizados no exterior.

Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na região do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Um primo de 8 anos que estava com eles foi encontrado dois dias depois e ajudou as autoridades a identificar locais onde os três estiveram.

Desde o início das buscas, centenas de agentes de segurança, militares e voluntários participaram das operações, que incluíram varreduras em áreas de mata, rios e lagos. A Marinha também utilizou equipamentos como sonar para auxiliar na procura por vestígios.

Com o passar dos meses, as buscas em campo foram reduzidas e a investigação policial passou a ter maior peso. Entre as hipóteses analisadas estão a possibilidade de as crianças terem se perdido na mata, acidente e eventual sequestro. A polícia também desmentiu boatos sobre uma suposta venda dos irmãos e afirmou que os pais não eram alvos da investigação.

O caso também contou com o protocolo Amber Alert, utilizado para divulgar informações sobre crianças desaparecidas e ampliar o alcance das buscas.

Após oito meses sem notícias concretas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan, a cooperação com a Interpol abre uma nova possibilidade de investigação, especialmente caso surjam informações que indiquem que os irmãos possam estar fora do país.

Fonte: Com informações do G1

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