Wellington Dias aciona Ministério das Relações Exteriores para retirar piauiense da Ucrânia
O anúncio foi feito através das redes sociais do governador
O governador do Piauí, Wellington Dias, anunciou através das redes sociais nesta quinta-feira (03) que fará o possível para ajudar a jogadora de futebol Kedma Laryssa, 20 anos, que mora na Ucrânia, onde joga pelo FC Krybas Women.
O governador afirmou ainda que acionou o Ministério das Relações Exteriores, através de ofício, sobre a dificuldade de três atletas em saírem da Ucrânia neste momento tão turbulento. Além de Kedma Laryssa, as atletas Gabriela Zidoi Melo dos Santos e Lidiane de Oliveira, permaneceram com ela na cidade de Kryvyi Rih.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Wellington Dias aciona Ministério das Relações Exteriores para retirar piauiense da Ucrânia (Foto:Divulgação)
“Acionei o Ministério das Relações Exteriores, através de ofício, sobre a dificuldade de três atletas em saírem da Ucrânia neste momento tão turbulento. Kedma Laryssa Santos Araújo, Gabriela Zidoi Melo dos Santos e Lidiane de Oliveira jogam em clube ucraniano.
De acordo com o ofício enviado ontem (1º), com cópias para o presidente Jair Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, e o ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, elas estão no Hotel Mizar, em Dnipropetrovsk, no sudoeste da Ucrânia. Estão bem de saúde, mas precisando de apoio para se deslocar em segurança até a fronteira, e de lá, retornar ao Brasil.
"O Governo do Estado entrou em contato com Kedma, que é piauiense, e nesse momento elas precisam de apoio para se deslocarem em segurança até a fronteira e, de lá, retornarem ao Brasil", diz a publicação
Kedma Laryssa mora na cidade de Kryvyi Ryh, cidade que fica entre a capital Kiev e o leste da Ucrânia, mas com o início dos ataques, o clube transferiu as atletas para um hotel já que o antigo local de moradia das atletas ficava próximo a uma base militar.
Uma das possibilidades de saída da cidade para elas, conforme descreveu a atleta, é uma estação de trem que fica a uma hora de carro de onde elas estão. Uma segunda opção para se chegar à fronteira mais próxima, a Moldávia, é um percurso de oito horas, considerado arriscado, já que no caminho teria que passar por cidades que registram bombardeios.
Medo e insegurança
Na Ucrânia, a piauiense Kedma Laryssa, de 20 anos, relata momentos de medo. Em vídeo enviado ao Portal AZ, a atacante do Kryvbas Women, relata o medo vivido no país e tranquiliza famíliares.
"Eu moro um pouco afastada de onde estão acontecendo os bombardeios. Até então na cidade onde eu moro não teve nenhum ataque, graças a Deus. Estamos bem. Até então o que a gente tem notícia é que eles estavam atacante as bases da Ucrânia, mas até então não sabemos muita coisa. Nossas famílias estão preocupadas porque é uma coisa que a gente nunca viu, o medo é muito grande, mas eu queria tranquilizar todo mundo, a minha família, amigos, que está tudo bem e pedir que tudo isso passe logo para que a gente volte rapidamente a nossa casa", relata.
A atacante também relatou que tinha um acerto encaminhado de retorno ao Brasil para este sábado (26), porém, desde o ínicio dos ataques os aeroportos foram fechados e a situação ainda é incerta. Kedma conta que na cidade existe um toque de recolher que recomenda que a população permaneça em casa.
Kedma Laryssa se mudou para a Ucrânia em agosto de 2021 após deixar o Tiradentes. Desde então, a atleta vem morando na cidade de Kryvyi Ryh, sudeste do país. Rússia e Ucrânia vivem tensão política há meses. Ex-república soviética, a Ucrânia tem laços sociais e culturais com a Rússia. Porém, nos últimos meses, a proximidade da Ucrânia com instituições europeias e a Otan aumentou a tensão entre os dois países.
100 brasileiros saíram do país europeu
O Itamaraty divulgou ontem nota em que afirma que mais de 100 brasileiros conseguiram sair da Ucrânia para países vizinhos e que pelo menos outros 15 estão próximos às áreas de fronteira.
"Até o momento, mais de 100 brasileiros lograram sair da Ucrânia e ir para países fronteiriços, sobretudo Polônia e Romênia, com o apoio das Embaixadas. Pelo menos outros 15 estão próximos à fronteira e devem lograr sair do país ao longo do dia", diz a pasta.
Cerca de 80 brasileiros, registrados na lista da embaixada brasileira, permaneciam em solo ucraniano, segundo o MRE. A pasta estima que havia aproximadamente 500 brasileiros no país europeu antes do conflito.