PF investiga influenciadores por ataque coordenado ao BC após caso Master

Toffoli autoriza inquérito sobre suposta ação paga nas redes após liquidação do banco

Por Dominic Ferreira,

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a possível atuação coordenada de influenciadores digitais contra o Banco Central após a liquidação extrajudicial do Banco Master. A investigação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, e busca esclarecer se houve uma campanha organizada e financiada para questionar a decisão da autoridade monetária por meio das redes sociais.

Foto: Antonio Augusto/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

As suspeitas surgiram depois que influenciadores relataram ter recebido propostas financeiras para produzir conteúdos críticos ao Banco Central, com o objetivo de atacar a liquidação da instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A partir dessas denúncias, a PF elaborou um relatório preliminar, que apontou indícios de irregularidades e foi encaminhado ao STF para embasar a abertura formal da apuração.

Segundo a corporação, a investigação teve início após a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificar um volume considerado atípico de publicações sobre o tema nas redes sociais, em novembro do ano passado. A análise inicial das postagens levantou a hipótese de crimes relacionados à difusão coordenada de conteúdos, o que motivou a atuação da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor). O inquérito tramita sob sigilo e prevê a coleta de depoimentos e a análise aprofundada do material reunido.

A defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer vínculo com a contratação de influenciadores ou com a disseminação de fake news contra o Banco Central. Em nota, os advogados afirmaram que o banqueiro solicitou a abertura de investigação própria para apurar a origem das informações falsas e reiteraram que ele segue à disposição das autoridades. O caso ocorre em meio à apuração de prejuízos bilionários causados pela quebra do Banco Master, que já ultrapassam R$ 50 bilhões, segundo estimativas iniciais.

Fonte: Correio Braziliense

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