Impacto do Caso Master atinge Corinthians e Palmeiras

Crise do Banco Master afeta finanças de grandes clubes brasileiros

As denúncias envolvendo o Banco Master geraram consequências significativas para clubes de futebol como o Corinthians e o Palmeiras. No Corinthians, a situação levou à necessidade de encontrar um novo gestor financeiro para a Neo Química Arena, após problemas com o fundo responsável pela administração do local.

No Palmeiras, a crise provocou uma revisão jurídica do contrato de patrocínio com o Grupo Fictor. Este grupo, que solicitou recuperação judicial, tornou-se um ponto de preocupação financeira para o clube. Além disso, o Atlético-MG também foi afetado, já que recebeu investimentos de um fundo vinculado a Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

As contas do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, administradas pela Reag, pararam de ser pagas, resultando em atrasos nos repasses aos fornecedores da Neo Química Arena. A Reag Trust, que estava à frente da administração, teve seus bens bloqueados após a liquidação decretada pelo Banco Central em janeiro.

Relatórios do Banco Central ao Tribunal de Contas da União revelaram que o Master realizou operações financeiras significativas, somando R$ 11,5 bilhões em um ano, muitas das quais envolviam fundos administrados pela Reag. Em resposta, o Corinthians iniciou em agosto de 2025 medidas para substituir a administradora Reag, em parceria com a Caixa Econômica Federal.

A diretoria do Corinthians conduz um rigoroso processo de diligência e compliance e aguarda a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para finalizar as mudanças na gestão dos fundos. O clube garante que cumpriu todas as normas de governança para proteger seus interesses e os da Neo Química Arena.

No Palmeiras, o contrato com a Fictor, firmado em março de 2025, permanece em vigor, pois não houve inadimplência. No entanto, o departamento jurídico do clube está avaliando possíveis ações após o pedido de recuperação judicial da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras devido à associação com o Master.

O caso também alcançou o Atlético-MG, onde a PGR investiga um investimento de R$ 300 milhões feito por um fundo vinculado ao Master. O clube afirma não ter controle sobre o fundo nem suas operações financeiras.

Comente

Pequisar