Novo Oriente do Piauí avança 177% na fluência leitora de alunos do 2º ano escola

Parceria educacional reduz pré-leitores e amplia alfabetização na rede municipal pública

Por Dominic Ferreira,

Novo Oriente do Piauí registrou um avanço significativo na educação básica ao alcançar crescimento de 177% na fluência leitora entre alunos do 2º ano do Ensino Fundamental em apenas um ano. O percentual de estudantes considerados leitores fluentes — aqueles que conseguem ler ao menos 60 palavras por minutos, passou de 9% para 25%, evidenciando melhora expressiva no processo de alfabetização do município.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOK

Os dados são da avaliação de fluência leitora realizada em 2025 pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O levantamento também mostrou queda acentuada no número de pré-leitores, que despencou de 58% para 9%. Já o grupo de leitores iniciantes mais que dobrou, saindo de 32% para 66%, um crescimento de 106% em apenas um ano.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOK

Para o prefeito Afonso Sobreira, os resultados refletem a prioridade dada à educação e o impacto de políticas voltadas à alfabetização na idade certa. Segundo ele, o avanço representa mais do que números, pois indica mudanças concretas na aprendizagem e na confiança dos alunos. A gestão municipal destaca que a melhora contribui para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades educacionais.

Parte dos resultados é atribuída à parceria firmada em 2025 com o Instituto Alfa e Beto (IAB), responsável por implementar programas de alfabetização intensiva para estudantes dos primeiros anos e reforço em disciplinas como Português, Matemática e Ciências. A iniciativa incluiu formação docente, acompanhamento pedagógico e acesso a materiais didáticos estruturados.

As avaliações são feitas por meio de um aplicativo específico, no qual os estudantes leem textos em um minuto e têm o desempenho analisado por especialistas externos, garantindo precisão e transparência nos dados. Para a gestão municipal, o modelo adotado comprova que o trabalho conjunto entre professores, gestores e instituições educacionais pode transformar a realidade da alfabetização e servir de referência para outras cidades.

Fonte: Portal AZ

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