Estudantes protestam na Venezuela e cobram anistia a presos políticos
Atos ocorrem em várias cidades enquanto parlamento adia debate sobre lei.
Pela primeira vez desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, estudantes e grupos da sociedade civil voltaram às ruas de Caracas e de outras cidades do país em protestos que pedem a libertação de presos políticos e o fim da repressão. As manifestações coincidiram com o Dia da Juventude, data simbólica para movimentos estudantis venezuelanos.
Em redes sociais, participantes compartilharam mensagens de apoio aos atos e versos da cantora chilena Violeta Parra, reforçando a ideia de mobilização juvenil. Segundo organizadores, milhares de estudantes participaram das concentrações na capital. Parte dos manifestantes destaca que pertence a uma geração que cresceu sob o governo iniciado pelo ex-presidente Hugo Chávez.
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Um dos principais pontos de encontro foi a Universidad Central de Venezuela, onde estudantes exibiram faixas com pedidos de liberdade para detidos e retorno de exilados. Lideranças estudantis afirmam que os protestos buscam ampliar o debate público sobre direitos civis e participação política.
Enquanto os atos aconteciam, a Assembleia Nacional venezuelana discutia um projeto de lei de anistia. O texto, que trata da situação de presos e exilados, teve o debate final adiado para a próxima semana. Representantes estudantis defendem que a proposta inclua todos os casos ligados a detenções por motivos políticos.
Analistas locais observam que a mobilização estudantil reflete uma reorganização de setores civis. O professor José Vicente Carrasquero Aumaitre, da Universidad Simón Bolívar, avalia que os protestos indicam pressão por mudanças mais amplas e maior transparência nos processos legislativos, segundo declarações à imprensa.
O cenário venezuelano também repercutiu internacionalmente. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a relação entre os dois países e mencionou diálogos com representantes venezuelanos, citando a vice-presidente Delcy Rodríguez. Trump também elogiou a atuação do secretário de Estado Marco Rubio. Autoridades venezuelanas não divulgaram detalhes adicionais sobre essas declarações.
Os protestos ocorreram de forma descentralizada em diversos estados do país, com reivindicações centradas em liberdade política, revisão de detenções e maior participação juvenil nas decisões públicas.
Fonte: Com informações do Correio Brazilense