Defesa nega vazamento de dados por auditora alvo de operação da PF
Servidora da Receita afirma que não acessou informações de familiar de ministro e diz confiar na apuração do inquérito
A defesa da auditora fiscal Ruth Machado dos Santos, investigada pela Polícia Federal por suspeita de acessar dados sigilosos de integrantes do Supremo Tribunal Federal e familiares, afirmou que a servidora tem carreira “ilibada” e negou qualquer irregularidade no exercício da função.
Em nota, o advogado Diego Soares de Oliveira Scarpa sustentou que a auditora possui quase 32 anos de serviço público sem registros de procedimentos disciplinares ou investigações e que sua atuação sempre foi pautada pelo respeito ao sigilo funcional e à proteção de dados. Segundo a defesa, não há vínculo político-partidário ou histórico de militância que indique motivação ideológica para as suspeitas.
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A manifestação ocorre após a operação deflagrada na terça-feira (17), que teve como alvo quatro servidores públicos sob suspeita de vazamento de informações fiscais de ministros do STF, integrantes da Procuradoria-Geral da República e parentes de magistrados. Entre os dados que teriam sido acessados estão informações da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com apuração do SBT News, a auditora declarou à PF que, no momento em que teria ocorrido o acesso apontado pela investigação, realizava atendimento a outro contribuinte na unidade da Receita Federal em Guarujá (SP).
A operação foi autorizada no âmbito do chamado Inquérito das Fake News e incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão, afastamento cautelar das funções públicas, uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. Moraes também determinou a quebra de sigilo bancário dos investigados, a partir de representação da PGR.
Na véspera da ação, o ministro já havia ordenado uma varredura nos sistemas da Receita Federal para identificar acessos considerados imotivados a seus dados, de outros integrantes do STF e de familiares até o terceiro grau, lista que reúne cerca de 150 nomes.
A defesa afirma confiar que a investigação respeitará o devido processo legal e sustenta que, ao final, ficará demonstrado que a servidora não participou de qualquer infração penal.
Fonte: SBT News