Câmara aumenta verba de gabinete em 13,7% e eleva gastos parlamentares
Reajuste amplia cotas e gera debate sobre custos em meio à pressão fiscal
A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, por meio de ato administrativo da Mesa Diretora, o reajuste de 13,7% na verba de gabinete dos parlamentares, além da atualização da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), conhecida como “cotão”. Com a medida, o valor mensal destinado à manutenção dos gabinetes subiu de cerca de R$ 133 mil para aproximadamente R$ 151 mil por deputado, reacendendo o debate sobre os custos do Legislativo em um cenário de pressão fiscal.
A decisão ocorre após movimentos do Executivo e do Judiciário para conter despesas que ultrapassem o teto do funcionalismo público. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, proibiu benefícios que extrapolem o limite constitucional, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou reajustes considerados acima do teto. Diante disso, parlamentares buscaram alternativas internas para recompor os recursos destinados ao funcionamento dos gabinetes.
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Além da verba para assessores, o “cotão” também foi reajustado e poderá variar entre cerca de R$ 41 mil e R$ 57 mil mensais, conforme o estado de origem do deputado. O valor cobre despesas como passagens aéreas, combustível, alimentação e divulgação das atividades parlamentares. A Câmara sustenta que o aumento corresponde apenas à recomposição inflacionária, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde a última atualização, em 2023.
O impacto estimado das mudanças é de aproximadamente R$ 540 milhões por ano. A medida, no entanto, enfrenta críticas por ter sido adotada sem votação em plenário, em meio a cobranças por austeridade. Paralelamente, a pauta legislativa segue travada pelo Projeto de Lei nº 5.582/2025, enquanto propostas como a PEC da Segurança Pública avançam e exigem articulação política para alcançar o quórum necessário no Congresso Nacional.
Fonte: Correio Braziliense