Justiça abre prazo para alegações finais no caso da vereadora Tatiana Medeiros
Processo entra na etapa decisiva antes da definição judicial sobre os envolvidos no caso
A ação eleitoral que tem como investigada a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) avançou para a fase final de tramitação. Publicação no Diário de Justiça Eletrônico desta segunda-feira (23) abriu prazo de cinco dias para que o Ministério Público Eleitoral apresente as alegações finais. Em seguida, a defesa terá o mesmo período para se manifestar. Após essa etapa, o processo seguirá para sentença.
A movimentação marca o encerramento da fase de instrução, momento em que já foram reunidas e analisadas provas, depoimentos e laudos periciais. A informação foi confirmada pelo cartório da 98ª Zona Eleitoral, responsável pela condução do caso em primeiro grau.
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O andamento ocorre depois de a Polícia Federal informar que o inquérito foi concluído e relatado, estando sob avaliação do Judiciário. Na semana passada, a defesa divulgou laudo complementar que apontou ausência de ordens explícitas de compra de votos no celular da parlamentar e inexistência de participação dela em grupo de mensagens ligado à facção Bonde dos 40.
O mesmo documento, no entanto, confirmou dados já apresentados pela investigação, como registros de transferências via Pix realizadas no dia da eleição, além de planilhas com nomes de eleitores, imagens de títulos eleitorais e comprovantes de votação. Também foram identificadas conversas mencionando valores atribuídos ao namorado da vereadora, Alandilson Cardoso, para despesas de campanha.
A Polícia Federal sustenta que a apuração não se limita à busca por ordens diretas em mensagens, mas considera o conjunto de elementos reunidos, incluindo movimentações financeiras consideradas atípicas, documentos apreendidos, análise de mídias digitais, depoimentos e a relação temporal entre transações bancárias e o período eleitoral.
A perícia oficial respondeu a 12 questionamentos formulados pela defesa, que pediu a desconsideração de duas respostas e solicitou nova análise técnica. O pedido foi rejeitado pela Justiça Eleitoral, sob entendimento de que não houve falha técnica, mas discordância quanto às conclusões apresentadas.
O processo entra na etapa decisiva antes da definição judicial sobre os envolvidos na Operação Escudo Eleitoral..
Fonte: Portal AZ