Mendonça desobriga irmãos de Toffoli de depor na CPI do Senado
Decisão do Supremo Tribunal Federal cita direito ao silêncio; comissão aprovou quebras de sigilo de empresas ligadas à família
O ministro André Mendonça autorizou que os irmãos de Dias Toffoli não compareçam à CPI do Crime Organizado, ao reconhecer que ambos foram convocados na condição de investigados e, portanto, têm garantia constitucional contra a autoincriminação.
A decisão atende a pedido da defesa de José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, que argumentou ser facultativa a presença de investigados em comissões parlamentares de inquérito. Mendonça afirmou que tem adotado esse entendimento de forma reiterada no tribunal.
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Pela decisão, caso optem por comparecer ao colegiado, os dois poderão permanecer em silêncio, não serão obrigados a assumir compromisso de dizer a verdade e não poderão sofrer qualquer tipo de constrangimento físico ou moral.
A convocação dos irmãos foi aprovada na quarta-feira (25), quando a comissão também autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da empresa Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Toffoli e os irmãos são sócios da Maridt Participações, empresa que integrou o grupo responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e iniciou a venda de sua participação no empreendimento em 2021. Segundo o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre os sócios e a Reag Trust.
O colegiado também aprovou a oitiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de diretores da instituição financeira. Foram ainda feitos convites para ouvir os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci.
A atuação da comissão foi criticada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que acusou o colegiado de extrapolar o objeto inicial das investigações e transformar a CPI em espaço de disputa política.
Fonte: Com informações do G1