Governistas apontam erro em votação para quebrar sigilo de Lulinha
Episódio terminou em confusão pela discordância entre parlamentares
Parlamentares da base aliada do governo acusaram, nesta quinta-feira (26), erro na contagem de votos na sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação, que é parte de um pacote de 87 requerimentos, terminou em confusão na sede do Congresso Nacional, com troca de acusações e interrupção dos trabalhos.
A deliberação ocorreu de forma simbólica, ou seja, sem registro individual no painel eletrônico, como prevê o regimento em certas votações de bloco. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), declarou que o placar foi conferido duas vezes e que o grupo aprovou o pacote com 14 votos favoráveis e 7 contrários, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha. Governistas contestaram a contagem, alegando que mais parlamentares se manifestaram contra a medida.
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O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), como parte das investigações sobre possíveis irregularidades em benefícios previdenciários e supostas ligações financeiras envolvendo Lulinha e investigados identificados no âmbito da CPMI.
Após o anúncio do resultado, membros da base governista se aproximaram da mesa diretora para protestar contra a condução da votação. Deputados como Paulo Pimenta (PT-RS) alegaram erro material e pediram a anulação da votação, sob a justificativa de que a contagem visual não refletiu a manifestação de todos os presentes. Pimenta chegou a anunciar que levaria o caso ao Conselho de Ética do Congresso, classificando o episódio como um “atentado à democracia”.
A oposição defendeu a validade da votação simbólica e a condução dos trabalhos pelo presidente da comissão. A sessão foi interrompida por alguns minutos em meio a troca de empurrões e gritos entre parlamentares antes de ser retomada. Há registros de que o deputado Rogério Correia (PT-MG) e o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) se envolveram diretamente no tumulto, com relatos de agressões físicas leves, como empurrões e trocas de palavras elevadas.
A CPMI do INSS segue com a agenda de análise de requerimentos e diligências no âmbito da investigação das supostas fraudes no sistema de concessão de benefícios. O pedido de quebra de sigilo de Lulinha amplia o alcance das apurações, mas, até o momento, não há decisão judicial nem formalização de indiciamento no inquérito principal.
Fonte: Portal AZ