CPMI do INSS dá 5 dias para acesso a dados de Lulinha
Coaf deve enviar relatório financeiro, e base governista contesta decisão da comissão
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS determinou prazo de cinco dias para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envie o relatório de inteligência financeira de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A medida foi formalizada pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após aprovação da quebra de sigilos bancário e fiscal do empresário. O documento deve abranger movimentações realizadas entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.
A solicitação foi aprovada na última quinta-feira (26), em meio a uma sessão marcada por tensão e divergências entre parlamentares. O requerimento partiu do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com apoio de outros integrantes da comissão, sob a justificativa de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes envolvendo benefícios previdenciários.
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De acordo com integrantes da oposição, há suspeitas de que Lulinha possa ter ligação indireta com o esquema investigado, sendo apontado como possível “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, considerado um dos principais nomes envolvidos nas irregularidades. As suspeitas têm como base diálogos e elementos reunidos pela Polícia Federal no curso das investigações.
A decisão, no entanto, é contestada por parlamentares da base governista, que questionam a validade da votação e alegam irregularidades no processo. O caso foi levado ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), que analisa os desdobramentos e pode se manifestar sobre a legalidade do procedimento nos próximos dias. Enquanto isso, a CPMI segue avançando com diligências para apurar o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Fonte: Correio Braziliense