CPMI do INSS avança com caso Lulinha, mas enfrenta impasse na prorrogação
Comissão busca ampliar prazo, mas decisão depende de Alcolumbre e pode ir ao STF
A CPMI do INSS ganhou destaque na última semana com a aprovação da quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão deu fôlego ao colegiado, que investiga supostos descontos irregulares em aposentadorias e pensões. No entanto, a continuidade dos trabalhos enfrenta incertezas, já que o prazo da comissão termina no próximo dia 28 de março, e a oposição luta pela prorrogação por mais 60 dias.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enviou um pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitando a extensão do prazo. Contudo, Viana afirmou que ainda não recebeu resposta oficial e ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a demanda não seja atendida. "Se não vier nos próximos dias, até segunda ou terça, entraremos com um mandado de segurança no STF", declarou Viana.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Paralelamente, a votação da quebra de sigilo de Lulinha gerou polêmica entre a base governista e a oposição. Governistas acusaram fraude na contagem de votos, alegando que mais parlamentares votaram contra a medida do que o anunciado por Viana. Apesar das críticas, o presidente da CPMI manteve sua posição, argumentando que a votação seguiu o regimento. Enquanto isso, Davi Alcolumbre analisa imagens e consultoria técnica para decidir sobre a validade da votação e a aprovação da quebra de sigilo.
A CPMI segue requisitando documentos para avançar na investigação. Carlos Viana solicitou ao Coaf o envio de um Relatório de Inteligência Financeira sobre Lulinha, abarcando o período de janeiro de 2022 a janeiro de 2026. A medida busca apurar indícios de que ele tenha atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
Fonte: CNN Brasil