Tabata anuncia mobilização para votar projeto que criminaliza a misoginia no paí

Deputada critica adiamento da proposta e promete intensificar articulação no Congresso

Por Dominic Ferreira,

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do projeto de lei que criminaliza a misoginia, afirmou que irá intensificar a articulação política para garantir a votação da proposta após o recesso parlamentar. A manifestação ocorreu depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu priorizar apenas matérias de consenso antes da pausa legislativa, adiando a análise do texto. A parlamentar classificou a decisão como um revés para a proteção dos direitos das mulheres, mas ressaltou que a tramitação da proposta continuará sendo uma de suas prioridades. 

Foto: Marina Ramos/Agência CâmaraTabata Amaral
Tabata Amaral

Segundo Tabata, o projeto foi construído com diálogo entre diferentes bancadas e passou por ajustes durante a tramitação para atender sugestões apresentadas por parlamentares e representantes da sociedade civil. A deputada destacou que buscou construir um texto equilibrado, mantendo o objetivo de responsabilizar condutas discriminatórias e de violência contra mulheres, sem restringir a liberdade de expressão. Ela afirmou ainda que apenas o Partido Liberal (PL) não participou das negociações em torno da proposta. 

O adiamento ocorreu após a sinalização da presidência da Câmara de que temas considerados controversos ficariam fora da pauta antes do recesso. Nos últimos dias, integrantes da bancada feminina promoveram mobilizações e atos públicos em defesa da votação do projeto, argumentando que o combate à misoginia deve ser tratado como prioridade diante do aumento dos casos de violência e discursos de ódio contra mulheres no país. 

Apesar do adiamento, Tabata afirmou que continuará dialogando com lideranças partidárias para que o projeto retorne ao plenário no segundo semestre. Para a deputada, a criminalização da misoginia representa uma medida necessária para ampliar a proteção às mulheres e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero.

Fonte: Correio Braziliense

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