PF aciona Interpol para localizar bens de Vorcaro nos EUA e Europa
Investigação busca identificar patrimônio oculto para reforçar bloqueio de ativos do empresário
A Polícia Federal acionou a Interpol para localizar bens e ativos financeiros atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro nos Estados Unidos e em países da Europa. A medida integra uma nova etapa da Operação Compliance Zero e tem como objetivo identificar patrimônio que possa ter sido ocultado no exterior, ampliando o alcance das investigações sobre o esquema que envolve o extinto Banco Master. A cooperação internacional também busca subsidiar futuras medidas judiciais de bloqueio e eventual recuperação de valores.
Segundo as investigações, a atuação da Interpol permitirá o compartilhamento de informações com autoridades estrangeiras para rastrear imóveis, empresas, aplicações financeiras e outros ativos eventualmente vinculados a Vorcaro fora do Brasil. A estratégia faz parte do esforço da Polícia Federal para mapear a movimentação internacional de recursos e impedir que patrimônios permaneçam fora do alcance das autoridades brasileiras durante o andamento do processo.
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O empresário é apontado como peça central das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, intimidação de desafetos e tentativa de interferência em investigações. Nas fases mais recentes da operação, a PF também realizou prisões, bloqueio de bilhões de reais em ativos e novas diligências para aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e operacional do grupo investigado.
Com o apoio da Interpol, a Polícia Federal espera ampliar a efetividade das medidas patrimoniais determinadas pela Justiça e fortalecer a cooperação internacional no caso. As informações obtidas poderão ser incorporadas ao inquérito para subsidiar novas decisões judiciais, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer a dimensão do patrimônio mantido no exterior e a eventual utilização desses bens para ocultação de recursos ligados ao esquema investigado.
Fonte: Correio Braziliense