Lula reage a tarifa dos EUA e reafirma que Pix seguirá gratuito no Brasil
Presidente defende sistema de pagamentos e descarta mudanças após medida dos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17) que o Pix continuará gratuito e sem alterações, mesmo após o governo dos Estados Unidos anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros e citar o sistema de pagamentos instantâneos entre os argumentos para justificar a medida. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo declarou que "ninguém vai fazer a gente mudar o Pix", reforçando que a ferramenta é pública, gratuita e permanecerá disponível para a população.
A nova tarifa norte-americana tem previsão de entrar em vigor no próximo dia 22 de julho e integra um conjunto de medidas comerciais anunciadas por Washington. Entre as justificativas apresentadas pelo governo dos Estados Unidos estão questionamentos relacionados ao Pix, decisões do Judiciário brasileiro, combate à corrupção e questões ambientais, como o desmatamento. A medida amplia as tensões comerciais entre os dois países e levou o governo brasileiro a intensificar o discurso em defesa da soberania nacional.
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Na manifestação, Lula destacou que o sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central representa um patrimônio do Brasil e ressaltou que sua gratuidade e eficiência não serão alteradas por pressões externas. O Pix, criado em 2020, tornou-se o principal meio de transferências financeiras do país, sendo utilizado diariamente por milhões de brasileiros e considerado uma das maiores inovações do sistema financeiro nacional.
Enquanto o governo brasileiro acompanha os impactos da nova tarifa sobre as exportações, integrantes da equipe econômica avaliam alternativas para reduzir os prejuízos aos setores afetados e manter o diálogo diplomático com os Estados Unidos. A defesa pública do Pix ocorre em meio ao aumento das discussões sobre as relações comerciais entre os dois países e reforça a posição do Palácio do Planalto de preservar políticas consideradas estratégicas para a economia nacional.
Fonte: Correio Braziliense