Flávio Bolsonaro é investigado; relações levantam questionamentos
Investigação reúne suspeitas sobre recursos, imóveis e conexões empresariais
Entre os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) aparece como alvo de investigação da Polícia Federal no caso relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, segundo documentos que vieram a público em setembro.
Entre os principais pontos da apuração estão:
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- Corrupção: a Polícia Federal incluiu essa suspeita no pedido de abertura do inquérito encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- Lavagem de dinheiro: também integra o objeto da investigação, relacionada aos recursos destinados à produção do filme.
- Evasão de divisas: igualmente consta no pedido apresentado pela PF ao STF. O inquérito foi aberto a pedido da Polícia Federal, com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorização do ministro André Mendonça.
- Recursos de Daniel Vorcaro: segundo a Agência Brasil, a investigação apura um repasse de R$ 61 milhões feito pelo então banqueiro Daniel Vorcaro para custear a produção de Dark Horse. A PF suspeita que o dinheiro tenha sido disponibilizado a pedido de Flávio.
- Apartamento em São Paulo: reportagem publicada nesta quinta-feira (17) informa que Flávio utilizou, durante a campanha, um apartamento pertencente à empresa do advogado Willer Tomaz. Antes, o imóvel havia pertencido a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e alvo da PF.
- Relação empresarial com o grupo investigado no INSS: a empresa Bravo Grafeno, que tem Flávio entre os sócios, aparece registrada no mesmo endereço comercial em Brasília utilizado por empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O levantamento foi publicado pelo Estado de Minas a partir de apuração do ICL Notícias.
A coincidência de endereço, por si só, não comprova participação de Flávio Bolsonaro nas fraudes investigadas no INSS. Também não há, nas informações públicas consultadas, condenação do senador pelos fatos relacionados ao caso Dark Horse.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades. A investigação permanece em andamento e deverá esclarecer a origem e a destinação dos recursos, além da natureza das relações financeiras e empresariais identificadas.
Fonte: PF, Procuradoria-Geral da República, STF, Agência Brasil, Folha de S.Paulo e Estado de Minas