Haddad inicia sua campanha em Teresina e diz que é a voz de Lula
O ex-prefeito de São Paulo afirma que se Lula não for candidato o país ficará desmoralizado
O candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à presidência da República, Fernando Haddad, concedeu entrevista na tarde desta sexta-feira (17), em Teresina.
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Foto: Lucas Sousa/Portal AZ
Haddad disse que caso a Justiça homologue a candidatura de Lula, ele declina do posto de candidato a vice, dando lugar a Manoela Dávila (PCdoB), ele então assumiria a condição de ministro em um futuro governo petista.
Na oportunidade, o ex-prefeito de São Paulo (SP), enfatizou a recomendação emitida hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU), para que o Brasil preserve os direitos políticos do petista e permita a sua candidatura.
De acordo com Haddad, caso a justiça brasileira não atenda à recomendação da corte, o Brasil reforçará a tese de que Lula é um preso político.
Haddad explicou ainda que quando um país adere à uma convenção internacional, como é o caso da ONU, essa convenção se torna lei.
“Não se pode caçar o voto de metade da população brasileira que quer ver o Lula tomando posse no Planalto, agora temos o respaldo das Nações Unidos e vamos continuar lutando pela candidatura do ex-presidente Lula como Presidente da República. Precisamos cobrar das autoridades e dos meios de comunicação um posicionamento, se a legislação vale no Brasil ou não”, afirmou.
Foto: Lucas Sousa/Portal AZ
Impeachment foi golpe
O candidato a vice do PT, informou que o processo de “golpe” no país se deu início com o impeachment da ex-presidente Dilma e segue agora com a prisão de Lula.
“Em 2016, sofremos uma ruptura, um impeachment sem crime de responsabilidade, vamos cometer uma segunda violência, agora contra o ex-presidente Lula?”, indagou.
Aliados
Fernando Haddad disse ainda que o PT conta com o apoio de aliados para denunciar durante o processo eleitoral a arbitrariedade que está sendo feita com Lula
“O Boulos está fazendo isso e a Manuela também, é preciso que as forças políticas se unam para evitar essa deterioração da democracia”, disse.
Derrota na prefeitura de São Paulo
Haddad que perdeu as eleições da prefeitura de São Paulo para o tucano, João Doria, atribuiu a derrota às investigações da Operação Lava Jato, que ele chamou de perseguição.
“Em 2016, o partido sofreu uma perseguição inédita, Dilma foi afastada, Lula começou a ser julgado, vazavam informações contra o PT, razão pela qual no país o PT perdeu 60% dos votos, hoje a população enxerga de outra maneira porque ela sabe o que está acontecendo e sabe o quando de fake news foi colocado, então eu não tenho nenhum receio de que se registrada a candidatura de Lula, ele vai dar um passeio e ganhar no primeiro turno”, declarou.