Candidato ao Senado promete fazer política “sem malas de dinheiro”

Paulo Henrique também defendeu a autonomia financeira da UESPI e a reformulação da Previdência

Por Wanderson Camêlo,

O AZ nas Eleições desta quarta-feira (13) foi aberto com o candidato ao Senado pela REDE, Paulo Henrique Pinheiro, que diz ter “saído da zona de conforto como eleitor” pensando em promover uma renovação na política. A promessa é de entrar na vida política “sem as malas de dinheiro” para não ter o “rabo preso”, disse. 

Professor da UESPI, Paulo Henrique se lança na política pela primeira vez (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)

Em discussão, um cartel vasto de propostas, dentre elas uma bem polêmica: a descriminalização do aborto, “mas de acordo com o que consta na legislação”, fez questão de enfatizar o candidato. Para ele, o aborto deve ser aceito em casos de anencefalia. Violência sexual e se for constatado que a gestação irá trazer riscos à vida da mãe.
 
“Em casos de anencefalia, que é o bebê sem o encéfalo, a gente sabe que minutos depois do nascimento ele vai deixar de bater o coração. Isso é um sofrimento para a mãe. Você imagina uma mãe que passe nove meses gestando uma criança sem encéfalo, sabendo que logo após do nascimento ele vai vir a óbito. No caso de violência sexual da mesma forma, e no caso de risco de vida à mãe”, defendeu Paulo Henrique. 

Arimatéia Azevedo entrevista o candidato ao Senado Paulo Henrique Pinheiro (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)

Reforma da previdência

Paulo Henrique é a favor da reestruturação da Previdência, no entanto, “de forma regionalizada e em bases dialogadas”. Ele propõe que a cessão dos benefícios previdenciários aconteça de acordo com a expectativa média de vida registrada em cada região. 

“Um país de dimensões continentais como o Brasil e de realidades socioeconômica tão distinta, você ter uma fórmula única. Por exemplo, a expectativa de vida do piauiense é de 73 anos, mas a expectativa média de um paranaense é 79 anos. Então, você estabelecer um teto, um limite de idade mínima para o paranaense, para o nordestino, o sertanejo do Ceará, do Piauí, não me parece ser uma coisa equilibrada”, criticou.

O candidato também é a favor de uma Educação mais humanizada, com a inclusão de mais arte e cultura na grade curricular da educação básica. Como professor da Universidade Estadual do Piauí, ele pleiteia e promete lutar, se eleito, pela autonomia financeira da instituição. 

“A UESPI hoje tem um orçamento próprio de 350 milhões ano, mas não tem a autonomia da execução dessa verba. Nenhum governador mandou o projeto para regulamentar a autonomia da Universidade Estadual”, lamentou.

Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:

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