Candidata defende novo modelo de banco e revogação da Reforma Trabalhista
Entrevistada do AZ nas Eleições também prometeu lutar pela revogação da reforma trabalhista
A candidata a deputada federal (PT) Leida Diniz critica a pouca representação feminina no Congresso. Ela afirma ter se lançado na vida política para lutar contra essa “sub-representação da mulher” na Casa e, principalmente, pela causa da classe trabalhadora, da qual se diz integrante.
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Promotora de Justiça, Leida Diniz está em busca do primeiro mandato eletivo (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)
“O Congresso nacional é comandado por banqueiros, latifundiários, empresários. A mulher está sub-representada no Congresso, nas assembleias. Essa é a oportunidade de lançar mais uma candidatura feminina para colocar a sociedade dentro nas discussões”, disse Leida em entrevista ao AZ nas Eleições desta quarta-feira (19).
A petista promete, se eleita, não ir em busca da renovação do mandato. “Serão apenas quatro anos, para dizer que podemos fazer política sem ser carreirista”, garantiu. Seus esforços, também serão voltados à defesa dos trabalhadores rurais, a quem propõe uma melhor distribuição de terras através da reforma agrária.
“É necessária a distribuição de terras para quem nela vive. Quando nós falamos terra, trabalha e pão, subentende-se que dono de mercado não precisa de uma terra num assentamento”, destacou a petista.
Arimatéia Azevedo entrevista Leida Diniz (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)
Para contemplar o pequeno produtor agrícola, Leida ainda tem como proposta a criação de um novo modelo de banco. A proposta inclui a concessão de créditos maiores ao pequeno produtor. “Defendo um banco financeiro voltado para o construtivismo social, no sentido de olhar também para a qualificação do pequeno e médio produtor”, completou.
A candidata ainda criticou a reforma trabalhista aprovada durante o governo do atual presidente, Michel Temer (MDB). As alterações na Lei Trabalhista pesaram na vida do trabalhador, criticou a petista. Um dos mais negativos “foi o crescimento do emprego informal”, acrescentou.
“Com a reforma trabalhista, vários artigos e incisos foram destroçados; isso pesa na vida do trabalhador. A gente vai apresentar uma discussão de maior respeito à classe trabalhadora”, prometeu Leida.