Capitão Anderson diz que é perseguido por Wellington Dias
“Defendemos direitos que, por vezes, são antagônicos a interesses que são privados do governo do Estado”, atacou ele
O diretor da Associação dos Bombeiros e Policiais Militares do Estado do Piauí (ABMEPI) e candidato a deputado estadual, capitão Anderson (PSL), alega sofrer perseguição do governador do Estado, Wellington Dias (PT), por fazer ativismo em defesa dos interesses e dos direitos trabalhistas dos policiais e bombeiros. Seus interesses são “antagônicos aos interesses que são privados do governo do Estado”, diz o militar.
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Capitão Anderson em entrevista ao AZ nas Eleições de hoje (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)
“Como representante dos bombeiros e dos policiais militares, nos últimos dois anos, e mais especialmente de 2012 para cá, a gente vem intensamente fazendo esse ativismo de defesa dos interesses e dos direitos trabalhistas dos policiais e bombeiros. Isso, consequentemente, traz alguns conflitos porque defendemos direitos que, por vezes, são antagônicos a interesses que são privados do governo do Estado”, atacou Anderson.
Recentemente, o oficial foi colocado na inatividade (aposentado compulsoriamente) e de “de maneira abusiva”, segundo ele, pelo chefe do executivo estadual.
“Por último, infelizmente, o governador do Estado mandou instalar um conselho de investigação na corporação [Corpo de Bombeiros] para me excluir do serviço ativo. Conseguindo duas liminares de dois desembargadores; um entendia que o processo foi instaurado de maneira ilícita, o segundo entendeu que o julgamento do governador era um julgamento ilegal. Mas ainda sim o governador desrespeitou as ordens do tribunal e me excluiu do serviço ativo de maneira abusiva”, disse o candidato.
As duras declarações foram proferidas durante o AZ nas Eleições desta sexta-feira (21). Em meio à polêmica, Capitão Anderson tratou de sua plataforma político-partidária. O militar está em busca do primeiro mandato eletivo. O objetivo é estender a luta em defesa dos policiais bombeiros militares do Piauí à Assembleia Estadual.
Arimatéia Azevedo entrevista o candidato a deputado estadual Capitão Anderson (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)
Propondo “um compromisso moral com o povo”, o candidato pretende, se eleito, instalar um conselho deliberativo popular no próprio gabinete.
“Queremos fazer uma revolução na atividade parlamentar da nossa Assembleia Legislativa; nós vamos criar o que chamamos de conselho deliberativo popular, que vai ser integrados por todas as lideranças que representam esses grupos de colaboradores. Ele vai servir para orientar como vamos aplicar nossas verbas e nossas despesas de gabinete, quais matérias serão propostas e como nós vamos abordá-las, e para nos orientar sobre como iremos aplicar nossas emendas parlamentares”, explicou.
Educação
Para a melhoria da Educação, o candidato propõe a inserção de cursos profissionalizantes desde o ensino básico; assim, completou Anderson, seria possível garantir aos estudantes o acesso ao primeiro emprego depois da conclusão do ensino médio.
Anderson também se colocou a favor do investimento em escolar militares: “Estamos precisando; se você olhar hoje para as escolas estão se transformando em difusores do tráfico de drogas. Precisamos de controle, de monitoramento [nas escolas]”.
Já a segurança precisa ganhar um novo modelo, de acordo com o militar. A situação do setor é de “caos absoluto, insegurança pública”, criticou ele. O sistema de segurança público só será melhorado “quando houver uma integração entre bombeiros, polícias militares e civis e usarem os órgãos para fazerem política”, completou Anderson.