Candidato afirma que quer lutar pela implementação de auxílio para vítimas de crime

Ele também vê nas escolas militares a melhor saída para a educação

Por Wanderson Camêlo,

Presidente regional do PROS-PI, partido que diz ser onde estão os “bolsonarianos de origem”, o candidato Major Diego Melo quer uma vaga na Câmara Federal para defender a implantação de uma agenda dura de reformas em todos os setores sociais. Dentre as propostas do candidato está a instalação de mais escolas militares: “Vem dando certo no Brasil e precisar ser repetido”, diz. 

Presidente do PROS-PI e candidato a deputado federal, Major Diego (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)

“A gente tem hoje 13 escolas militares no Brasil que são referências. Isso precisa ser repetido. Por que não colocarmos nos outros territórios? Conhecemos professores que sofrem muito por não conseguirem mais ministrarem uma aula na escola pública e isso é muito grave. Os professores não podem mais reprovar os alunos, perderam a autoridade. Na escola militar o patriotismo, a disciplina e o respeito aos professores é algo fundamental”, defendeu Diego em entrevista concedida ao AZ nas Eleições desta segunda-feira (24).

Segurança

Diego também colocou em sua plataforma eleitoral a revogação do estatuto do desarmamento e a execução do projeto que chamou de “auxílio-vítima”. 

Para o militar, assegurar o porte de armas de fogo a quaisquer cidadão deve ser encarado como necessidade: “Defendo a revogação do estatuto do desarmamento pelo direito do cidadão defender a si e a sua família, com o mesmo poder de agressão que ele é submetido todos os dias”. 

Arimatéia Azevedo entrevista Major Diego (Foto: Marcelo Gomes/Portal AZ)

Ao tocar no tema, ele aproveitou para criticar o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.  “Em 2003, Lula, logo que eleito, cumpriu a cartilha gramscista de desarmar a população e implantou com o Mensalão, comprando votos no Congresso, o estatuto do desarmamento”, disparou. 

Sobre o auxílio vítima, o candidato explicou que se trata de uma inversão de benefício. O objetivo, se eleito, é fazer com que o valor pago no auxílio-reclusão (benefício previdenciário pago pelo INSS aos dependentes do segurado recolhido à prisão) seja direcionado a quem foi vítima de crime, e não a quem o cometeu. 

“O auxílio-reclusão é um instituto que já existia, contudo foi majorado no governo do PT. Hoje chega a R$ 1.500 o valor que quem mata, rouba, estupra e comete outros crimes recebe para ficar com as pernas para cima na cadeia, recebendo seis alimentações por dia e dando prejuízo para a nação. É um absurdo que exista. A cadeia é uma universidade do crime e ainda pagam para eles [presos] estarem lá”, criticou Diego. 

No Congresso, caso eleito, Diego Melo promete combater fortemente o que classificou "a máfia dos remédios" e a "máfia do Detran"; acrescentou ainda que irá legislar para “diminuir o tamanho do Estado, diminuir os impostos e aumentar os empregos”.

Assista à entrevista completa no vídeo abaixo:

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